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Garbage anuncia relançamento de seu álbum icônico “Version 2.0” em aniversário de 20 anos

“Version 2.0 é, em minha opinião, o disco indispensável do Garbage. Estamos todos muito gratos aos milhões de pessoas que receberam com seus corações na época em que foi lançado e àqueles que ainda continuam a amá-lo”.

Shirley Manson

O Garbage tem o prazer de anunciar o lançamento da edição comemorativa de 20 anos de seu lendário segundo álbum, “Version 2.0”. O lançamento acontece via Stunvolume/[PIAS] em 22 de junho e traz o disco remasterizado para o 20º aniversário. O pacote conta ainda com o álbum completo original, assim como dez B-sides da época. O álbum padrão remasterizado será disponibilizado em CD ou vinil duplo na cor laranja, enquanto a edição deluxe com faixas bônus estará disponível em um pacote muito especial com três LPs, pôster e adesivos, ou como um CD duplo. No Brasil, enquanto as edições físicas aguardam definição de formatos disponíveis aos fãs, será possível conferir tanto a edição padrão quanto a edição de luxo, disponíveis digitalmente para compra ou stream.

Como era de se esperar, a primeira faixa dessa reedição é visceral. “Lick The Pavement” já está disponível para audição.

Ouça em todos os serviços de streaming: http://smarturl.it/lickthepavement

E também no YouTube: https://youtu.be/WILdpvHvMQ8

Após seu lançamento inicial em maio de 1998, “Version 2.0” chegou ao número 1 das paradas e recebeu disco de platina dupla no Reino Unido, com mais de 500.000 vendas. O disco chegou a vender mais de 4 milhões de cópias em todo o mundo. “Version 2.0” também foi indicado a quatro Grammys, incluindo Álbum do Ano, e três MTV Europe Awards. Ele gerou 5 singles no top 20 apenas no Reino Unido, incluindo os singles que foram ao top 10: “Push It” e “I Think I’m Paranoid”.

Falando sobre o legado duradouro do disco, o baterista e co-produtor da banda, Butch Vig, explica:

“‘Version 2.0’ é o som de uma banda crescendo, evoluindo e, mais do que tudo, ganhando confiança. Quando começamos a gravar, tomamos uma decisão consciente de não nos reinventarmos, mas ao invés disso pegarmos tudo o que aprendemos em nosso álbum de estreia e o filtrarmos através da nova tecnologia digital com a qual estávamos lidando. Sonicamente, o álbum tem momentos de claridade afiada e beleza suave. De fato, é possivelmente nosso melhor álbum”.

O Garbage fará uma série de apresentações ao vivo para divulgar a reedição de “Version 2.0”, incluindo dois shows na Brixton Academy, em Londres, nos dias 14 e 15 de setembro. Os shows trarão a banda executando o álbum clássico na íntegra, assim como alguns lados B incluídos neste lançamento. Datas completas para a turnê estão listadas abaixo.

Shirley Manson ganhou recentemente o prestigiado prêmio “Icon”, da NME, em cerimônia na Brixton Academy em fevereiro. Uma homenagem adequada a uma das grandes pioneiras e provocadoras do rock, o prêmio serve como mais uma indicação do impacto que o Garbage já deixou na cena do rock alternativo e no mainstream.

Encomende o álbum: http://smarturl.it/garbagev2.0

Faça o download ou streaming “Lick The Pavement”:  http://smarturl.it/lickthepavement

 

Lista de faixas do álbum:

 

  1. Temptation Waits
  2. I Think I’m Paranoid
  3. When I Grow Up
  4. Medication
  5. Special
  6. Hammering in My Head
  7. Push It
  8. The Trick Is to Keep Breathing
  9. Dumb
  10. Sleep Together
  11. Wicked Ways
  12. You Look So Fine

 

B-sides (apenas no formato deluxe):

 

  1. Can’t Seem To Make You Mine
  2. 13x Forever
  3. Deadwood
  4. Get Busy With The Fizzy
  5. Soldier Through This
  6. Thirteen
  7. Lick The Pavement
  8. Medication (Acoustic)
  9. Tornado
  10. Afterglow

 

Datas da turnê no Reino Unido em setembro:

 

4 – Edinburgh, Edinburgh Festival Theatre

5 – Glasgow, Barrowlands

7 – Bristol, St. Phillips Gate Arena

8 – Birmingham, Digbeth Arena

9 – Manchester, Academy 1 Manchester

11 – Nottingham, Rock City

12 – Newcastle, Northumbria SU Institute

14 – London, O2 Academy Brixton

15 – London, O2 Academy Brixton

 

Acompanhe Garbage: www.garbage.com

 

Pioneira do rap nacional, Vera Veronika lança clipe em homenagem às mulheres negras

Vera Veronika, primeira rapper mulher do DF e uma das pioneiras do rap brasileiro, dá as mãos às irmãs de cor Ellen Oléria e Hope Clayburn em uma canção sobre a força e a história da mulher negra no Brasil. “Soul Negra, Soul Livre” teve produção musical de Higo Melo e acaba de ganhar um clipe.

Veja o clipe: https://youtu.be/E6z6OX-vt7w

“Desde a década de 50, 60, 70, mulheres negras morreram para que pudéssemos ter voz. Hoje continuamos a morrer. É meu compromisso reverenciar e exaltar as mulheres que escreveram essa história para que pudéssemos vivenciar hoje que somos negras e livres”, conta Vera Veronika.

Mantenedora de abrigo infantil, pedagoga, empreendedora e consultora nas causas de Direitos Humanos, Vera Veronika sempre encontrou no rap a força necessária para lutar contra tudo o que parecia injusto. Desde o começo dos anos 90, a cantora é tida como voz ativa na história do rap nacional e inspira gerações de mulheres que se dedicam ao estilo musical. Em breve, será lançado DVD comemorativo dos 25 anos de carreira, e a divulgação desse clipe é o primeiro momento dessa comemoração.

A faixa conta com a participação de Ellen Oléria, que encantou o Brasil ao vencer o The Voice e que faz um trabalho voltado para o empoderamento da mulher negra, e da saxofonista americana Hope Clayburn, que faz um trabalho voltado para o jazz, soul e funk com uma pegada do blues do delta. O resultado foi uma mistura única de influências, histórias e sonoridades.

“As mulheres negras sempre se acolhem, seja na vida, na música ou nas lutas sociais”, afirma a artista.

Vera Veronika por Tatiana Reis

Vera traz a preocupação para a inclusão social até nos detalhes de seu trabalho. Esse clipe e todos os vídeos do DVD tem tradução simultânea em libras, visando à universalidade da música e das suas mensagens.

“Temos que priorizar essa acessibilidade. Minhas músicas têm um cunho social e educativo e assim podemos chegar a mais pessoas, respeitando as mulheres surdas que vão poder entender e se identificar com a letra”, explica Vera.

Confira o clipe: https://youtu.be/E6z6OX-vt7w

Letra:

I’m black, I’m free. I came to bring my return.

While there is a black woman. Dandara lives!

 

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

 

Sou, por que somos,

Fortes, Resistentes,

Sou, porque somos

Lutadoras, procedentes,

Sou, porque somos

Pele escura e cientes

Construímos o país, vamos em frente

Reconstrução da nossa história

Protagonista, ativista de trajetória.

Rainhas sequestradas,

Herdeiras da mãe África,

da legião Dandara

Rompendo as amarras

Peles expostas ao agressor,

Tenho orgulho da minha cor

A energia que emana da entidade,

Conforta minha dor, me traz serenidade

A diáspora de ontem,

É o levante de agora,

sou da geração guerrilheira de outrora

Sem retrocesso edificar a nação

posso tudo a todo tempo contra opressão.

 

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

O sangue que escorria pelas pernas de Tereza,

Não é de morte, nem de violência

O sangue que escorria pelas pernas de Tereza,

E a correnteza da fenda vermelha,

Ela deixou de parir mais um,

Pra parir novamente a ela mesma,

Tereza deixou de parir mais um…

Ai, ai, ai ai, Tereza

Ideia de matéria desproporcional,

O gênero guardado na caixa patriarcal

Nossos corpos não cabem no seu ideal

Direito humana contra a força policial

E você quer, você ainda nem sabe se eu sou, ou não mulher

Mas você quer tirar o olho, qual é, eu quero e mais,

Respeito aos rituais. Dar oçes nos ibas.

 

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

 

Gritaram me NEGRA, NEGRA,

sou negra sim, sou livre sim

livre das amarras das correntes,

das chapas e dos pentes,

Ancestralidade presente.

Em cada verso sou o empoderamento

Pra minhas irmãs vou passar discernimento

 

Do que é ser engajada e envolvida

Fazer revolução como estilo de vida.

Respeita as pretas

Luiza, Maria, Sueli, Anastácia

Respeita as pretas

Aqualtune, Mahin, Benguela, Tia Ciata

Respeita as pretas

Benedita, Lélia Gonzales, Leci,

Respeita as pretas

Dona Diana, Eu, você e várias por aí

 

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

Sou negra, sou livre. Vim trazer o meu revide

Enquanto houver mina negra. Dandara vive!

 

Com base em obra do escritor Érico Verissimo, Grandfúria mistura lyric video e live session para a canção “A La Cria”

A originalidade em misturar gêneros musicais e tradições gaúchas pode ser vista no lyric video de “A La Cria”, da Grandfúria. Os rapazes unem música e literatura, ao lembrar do livro “O Tempo e o Vento”, de Érico Verissimo. O vídeo foi registrado ao vivo, trazendo o calor das apresentações da banda e a dramaticidade do tema da canção. A edição é de Du Panozzo.

Assista o lyric video de “A La Cria”: https://youtu.be/rRXyAiZUvhQ

Ouça: http://spoti.fi/2FJhYDS

Banda de Caxias do Sul (RS), a Grandfúria presta uma homenagem a terra, mesmo interagindo com outros estilos musicais. A identidade gaúcha exerce um papel importante ao refletir a verdade, os costumes e o sotaque local. A fusão de guitarra e acordeon é um dos protagonistas da sonoridade do grupo e ajuda a pavimentar um novo conceito de música regional que tem começado a aparecer no Brasil: sendo inovadora ao invés de conservadora.

O single “A La Cria” é a nona faixa do álbum “O Sopro e o Momento”, de 2017. Cada canção do disco é inspirada em trechos de uma das mais importantes obras literárias do Brasil e do Rio Grande do Sul, “O Tempo e o Vento”. A música em questão, retrata a visão do Coronel Bento Amaral, principal rival da família Terra Cambará. A melodia revela sentimentos como raiva, amargura e vingança, que são emoções carregadas pela personagem.

A faixa tem forte influência da música pop somada a muitas guitarras, e ainda carrega elementos da cultura nativa gaúcha, como o acordeon e alguns ditados da região do Rio Grande do Sul. O clima mistura tensão a uma sonoridade bastante acessível, acompanhada por um refrão empolgante com coros.

 

Grandfuria por Bárbara Montavon

A Grandfúria é uma banda formada por Vinícius de Lima (voz e guitarra), Bruno Pinheiro (guitarra), Tiago Perini (baixo), Maurício Gomes (bateria), Maurício Pezzi (teclado) e Diego Viecelli (violão). O conjunto mistura rock alternativo, pop clássico, música ambiente e o ritmo nativo gaúcho.

Assista o vídeo de “A La Cria”: https://youtu.be/rRXyAiZUvhQ

Ouça “A La Cria”

Spotify: http://spoti.fi/2FJhYDS

Deezer: http://bit.ly/2FFN4wh

Google Play: https://goo.gl/PDw4J9

Youtube: https://goo.gl/PLrRqi

 

Ficha técnica

Vinícius Augusto de Lima – Voz e guitarra

Bruno Pinheiro Machado – Guitarra e voz

Tiago Perini – Baixo e voz

Maurício Pezzi – Teclados e voz

Diego Viecelli – Acordeon

Maurício Romani Gomes – Bateria

Edição: Du Panozzo

Animação do vídeo: Guillermo Frizzo Tapia

Captação de áudio da live session: Francisco Maffei

 

Letra

A La Cria

(Grandfúria)

 

Da terra que pisas, nós fomos os primeiros.

Família honrada, sem gente servil.

Teu povo covarde não sai dos aposentos, sujando o solo que alguém construiu.

O espelho só me castigou (quem fui e quem eu sou).

A cicatriz que desviou o rumo que era meu.

Farrapo sem o sangue herói.

Maneia que te dói.

A marca pra te devolver rasgada.

Teu cemitério de ingratidão é agora uma prisão.

Não há mistério maior do que a morte em nossas mãos.

Gaudério, as marcas do meu rosto têm razão.

Eu falo sério.

O tempo é o prego do caixão.

E o meu rosto (meu rosto) sente a peleia cansada de esperar.

Meus olhos, tão logo, verão os vermes te tragando devagar.

As roupas lavadas e as manchas que ficaram.

Camisa vermelha.

Entregue à fé.

Escravo sem travas, engole as palavras.

Vivendo de orgulho abaixo do pé.