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Os Dentes lança disco de outro mundo; ouça “Sideral”

Dez ou mais faixas que giram em espiral em perfeita ordem confusa e caótica. Chapei. (Dado Villa-Lobos)

Em “Sideral”, Os Dentes vai do céu ao espaço, da psicodelia à calmaria, do oriente à Tropicália, do filosófico ao profano. Em seu terceiro disco, a banda carioca experimenta influências diversas, ao mesmo tempo em que explora o seu lirismo irônico e afiado. O álbum já está disponível nos serviços de streaming de música pelo selo RockIt!, de Dado Villa-Lobos.

Ouça “Sideral”: http://bit.ly/SIDERALSPOTIFY

Ao longo de 14 faixas, o banal se torna transcendental. A banda vira o olhar para a própria cena que ocupa, a da Zona Sul do Rio de Janeiro, com todas as suas discrepâncias e contradições. O resultado são letras sinceras sobre maturidade, inseguranças, loucuras, segredos e questionamentos, um complexo caótico de reivindicações desinteressadas e nobrezas horríveis. Espiritualidade, alienígenas reptilianos, religião e sexualidade se encontram em “Sideral”, em uma confusão de estilos, passando pelo pop rock fofão, afrobeat e hardcore.

Alternando entre o Português dominante e o Inglês, presente em duas faixas (“Birds and Flowers” e “Keep The Fire On”), as composições em princípio bem-humoradas entregam um lado mais introspectivo dos músicos, que refletem sobre essa boemia artística e intelectual que ocupa os bares, os inferninhos, os sebos e as casas de shows da cidade.

Os Dentes (Crédito: Renan Barbosa)

Embora trate de questões urbanas e cotidianas, “Sideral” foi assim batizado por oferecer uma sintonia entre esses conceitos e o lado mais espiritual do trabalho, sem deixar de ser provocativo. Não por acaso, a gravação aconteceu no estúdio Espaço Sideral, que a banda frequentou ao longo dos últimos dois anos. Além disso, batiza ainda a faixa-título, uma canção peculiar que vê a espiritualidade por uma perspectiva astral, abordando a crença em seres extraterrestres e formas de energia elevadas. O assunto, invocado algumas vezes ao longo do disco, surge na forma de um eu-lírico de outro plano, dividindo a narrativa com um ser menos evoluído: o jovem que bebe, fuma e se entrega aos prazeres carnais, sem abrir mão do conforto de não ter responsabilidades e contas para pagar.

“A brincadeira é que a gente coloca esses seres elevados e o jovem mimado que gosta de nuggets no mesmo caldeirão. O disco todo pode ser só uma conversa de bar que a gente teria num dia normal, um acontecimento que é insignificante, mas é sideral ao mesmo tempo, é nosso horizonte de eventos. Quando a gente expõe tudo dessa forma, nos abrimos para expandir, e de certa forma potencializar a existência condenando nossa mediocridade”, reflete Rudah Guedes, responsável por guitarra e voz. Além dele, a banda é formada por Gus Levy  (guitarra e voz), Kayan Guter (baixo e voz) e Pedro Fonte (bateria e voz).

Assista o clipe do single “Todos Pirô”: https://youtu.be/6NUiiSXDzRc

Fazendo uma ponte entre o vanguardista e o popular, Os Dentes explora a ideia de que a música é uma entidade que supera todas essas diferenças. Ela é, por si só, cósmica. Seja musicalmente ou liricamente, “Sideral” dialoga o tempo todo com essa dualidade – de privilégios e vantagens que, no fim das contas, pouco significam no grande esquema das coisas.

“No disco, a gente está também atentando ao fato de que não precisamos nos preocupar com a nossa sobrevivência na cidade porque nós somos privilegiados. Nossa vida é Nuggets e Birds and Flowers. As letras e o tom descontraído e sarcástico são pra provocar um desconforto em relação ao nosso cotidiano e a como a gente lida com essa situação de privilégio. O disco não fala sobre responsabilidade social, não tenta trazer soluções ou apresentar formas de conduta, mas levanta questionamentos. O que nos cabe enquanto homens brancos heterossexuais de classe média/alta? Como a gente pode contribuir pro progressismo, atuar de forma transgressora através da música nessa nossa posição social?”, explica Rudah.

Este é o terceiro LP d’Os Dentes. Os dois primeiros trabalhos, “Desvenda” (2012) e “Todo Mundo Morre” (2015), abriram as portas para a sonoridade do quarteto.

Os Dentes (Crédito: Renan Barbosa)

Os Dentes surgiu em 2008 e passou os quatro anos seguintes construindo seu debut, o disco “Desvenda”. As canções eram leves, divertidas e despretensiosas, apresentando o trabalho autoral. Em 2013, vieram os primeiros videoclipes. “Bom Pra Você” foi veiculado na MTV Brasil, e uma versão de “Canto de Ossanha”, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, que foi veiculada na MPB FM. A faixa-título entrou para a trilha sonora do filme “Confissões de adolescente”, lançado em 2014. E, no mesmo ano, “Por Um Segundo”, também presente em “Desvenda”, foi lançada na coletânea “Jovens Tardes”, da Rede Globo.

2015 trouxe o segundo disco, “Todo Mundo Morre”, apresentando sonoridades e temáticas mais densas e introspectivas. A canção “Medo de Careta”, que encerra o álbum, integra a trilha da novela “Malhação – Vidas Brasileiras”.

Agora, em 2018, a banda embarca em uma jornada polirrítmica e polivalente em “Sideral”. O disco foi produzido, gravado, mixado e masterizado por Martin Scian entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018. João Werneck foi o assistente de gravação e o projeto gráfico ficou a cargo de Vidi Descaves.

Ouça “Sideral”:

 

Bandcamp: http://bit.ly/SIDERALBANDCAMP

YouTube: http://bit.ly/SIDERALYOUTUBE

Spotify: http://bit.ly/SIDERALSPOTIFY

Deezer : http://bit.ly/SIDERALDEEZER

 

Os Dentes por Dado Villa-Lobos

“Chego em casa, como de costume depois de suar sangue em voltas na Lagoa Errejota. Banho tomado chego no estúdio e dou o ‘play’ no disco Sideral dos Dentes, que me fez lembrar que tenho que marcar meu dentista, e loucamente chegam escalas pentatônicas tipo orientais, na sequência entrando um côro ‘sideral’ me dizendo coisas que há muito não sentia ouvindo qualquer desses sons de qualquer parte do universo alternativo.

Paro, e como nunca antes presto atenção, há tempos sei lá… Cansado do mais do mesmo desse tempo perdido e os caras cantando no maior astral a ‘verdade’ do Errejota… sou famoso! hahahhaha! quantas bandas merda de graça!

Não tem Verdade aqui, Todos Pirô, é nóis! Birds and Flowers, mamãe que não gosta de me ver fumar e libera o nuggets e macarrão do fim de semana.

Sempre pensando Uhuhuhu, tranquilo, tranquilo, quero te chupar uhuuuu! Help! I need somebody Help!!

Essa rapaziada me fez parar hora e meia ouvindo e pensando e pensando como a música deles me fez parar e pensar e sentir o que há muito nem pensava. Pensar? Ouvir?

Dez ou mais faixas que giram em espiral em perfeita ordem confusa e caótica.

Chapei.”

Dado Villa-Lobos

 

Tracklist

1 – Sideral (02:49)

2 – Família Errejota (03:27)

3 – Todos Pirô (03:10)

4 – Lama no Céu do Caos (03:56)

5 – Profano e Saboroso (03:16)

6 – Minhoca (03:38)

7 – Birds and Flowers (02:01)

8 – Nuggets (03:13)

9 – Pensando Uh Uh Uh (02:20)

10 – Malditos Répteis (03:29)

11 – Keep the Fire On (02:13)

12 – Namastê Cigarrin (02:15)

13 – Iluminolirus (02:11)

14 – Girando em Espiral (Perfeita Ordem Confusa e Caótica) (04:40)

 

Acompanhe Os Dentes:

 

http://www.osdentes.com.br/

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https://www.youtube.com/user/tvdentes

https://soundcloud.com/osdentes

Carbônica lança clipe “Até no Caos”

Com 10 anos de trajetória no cenário paulista, a Carbônica prepara o lançamento do primeiro disco da carreira, divulgando o vídeo para a canção “Até no Caos”. O clipe, dirigido por Isabelle Andrade, fala sobre a persistência de quem não desiste dos sonhos, mesmo com contratempos e desafios.

Assista “Até no Caos”: https://youtu.be/Tw1QUF3fUFA

Ouça “Até no Caos”: http://bit.ly/AteNoCaosSpotify

É de uma oficina mecânica de Guarulhos que a Carbônica solta o rock n’ roll potente em “Até no Caos”. O vídeo dá o tom da canção, que mostra a crônica diária de quem faz uma vida ser maravilhosa até em meio ao caos. O clipe marca a nova fase da carreira dos rapazes, que em breve lançam o primeiro disco cheio, sucessor dos EPs “Rock Puro e Sem Gelo” (2012), “Inflamável” (2014) e “TR3S” (2015).

“Até no Caos” começa com o barulho típico da manhã, ao som de pássaros. Logo, o riff sujo da guitarra vai ao encontro das batidas contínuas da bateria e à voz rouca e grave de Will Carbônica. A oficina retratada nas cenas é o desenho da banda: o rock puro, desenfreado e de garagem – é onde os ruídos, o caos, as risadas e vozes se misturam.

Carbônica é um power trio formado em Guarulhos por Will (guitarra e voz), Vini (baixo, voz e sampler) e Alex (bateria). A banda apresenta rock sem frescura desde 2007, expressando o que todos tem vontade de gritar, em canções ambientadas no caos de cada dia, entre a poluição, trânsito, sirenes e a multidão. Suas composições misturam elementos da grande metrópole com o rock.

Assista “Até no Caos”: https://youtu.be/Tw1QUF3fUFA

Ouça “Até no Caos”:

 

Spotify: http://bit.ly/AteNoCaosSpotify

Deezer: http://bit.ly/AteNoCaosDeezer

Google Play: http://bit.ly/AteNoCaosGPlay

Apple Music: http://bit.ly/AteNoCaosApple

 

Ficha Técnica:

 

Direção:  Isabelle Andrade

Roteiro: Will Carbônica

Fotografia: Isabelle Andrade

Captação/ filmagem: Caike Scheffer

Iluminação: Samuel Cruz, Matheus Müller

Produção: Will Carbônica | Projeto CLAM

Edição, Arte e Som: Will Carbônica

Making-off: Victor Cali, Cláudio Jr.

Figurino: Bianca Gomes

Música: Até no caos | Carbônica

Locação: Deco Rock Bar

Objetos de cena: Cibele Gomes

Assistência Geral: Dandara Faria

 

Apoio: Peixe Barrigudo, Café Urbano, Projeto CLAM

Participação especial: Ramona Paçoca

Vocal e guitarra : Will Carbônica

Baixo: Vini Carbônica

Bateria: Alex Carbônica

 

Riviera disponibiliza primeiro EP da carreira nos serviços de streaming

A banda mineira Riviera se prepara para uma série de lançamentos, culminando em um novo álbum. Enquanto esse momento não chega, os músicos atendem um pedido dos fãs e disponibilizam seu primeiro EP, “Outono” (2013), em todos os principais serviços de streaming.

Ouça “Outono”: http://bit.ly/OutonoSpotify

Uma das marcas da banda, a crueza das histórias narradas nos versos das canções já aparecia nos primeiros registros, inspirados pela saudade de casa que o vocalista Vinicius Coimbra sentia ao morar em Brasília. Ele gravou o EP como início do projeto da Riviera, ainda sem seus integrantes oficiais. A ideia era registrar quatro coletâneas envolvendo as estações, a serem lançados ao longo de um ano. Na prática, a história virou o primeiro álbum “Somos Estações” (2016), retratando não só o outono, como também o inverno, primavera e verão, em forma de música.

Ouça “Somos Estações”: http://bit.ly/SomosEstacoesSpotify

O compacto, que tinha três canções, ganhou duas faixas bônus. “Depois de tanto tempo das pessoas pedindo pra ouvir Sei(s), música que nos rendeu o prêmio no Rec and Play do Palco MP3, resolvemos colocar o álbum que gravei sozinho. Aproveitamos e colocamos algumas gravações acústicas que fizemos logo que o cerne da banda foi formado, com o Rapha Garcia e o Rafa Giácomo. O EP não estava nas plataformas porque inicialmente eu achava que não nos representava como banda e sonoridade do que gostaríamos de imprimir pro público. Mas é nesse trabalho onde a história começa, e com tantos pedidos, resolvemos colocá-lo pra quem nos conheceu pelas músicas do Somos Estações e os dois últimos singles”, explica Coimbra.

Riviera na época do EP Outono (Crédito: Vitor Macedo)

Assista o vídeo “Do Revés (acústico)”: https://youtu.be/SicF_ixqgXQ

Formada por Vinícius, David Maciel (bateria), Rapha Garcia (baixo) e Rafa Giácomo (guitarra), a banda mostra em seus trabalhos mais recentes a maturidade que adquiriu com a estrada. São muitos shows no currículo que os levaram a dividir o palco com nomes como Ego Kill Talent, Fresno, Scracho, Scalene e Far From Alaska. Após “Somos Estações”, a Riviera divulgou o single “Do Céu Ao Mar”, produzido por Jean Dolabella, como parte do projeto Converse Rubber Tracks Brasil e com participação de André Ribeiro, vocalista da banda Alaska. 2017 trouxe também o single “Entre o Ser e o Que Convém”. Todos estão disponíveis para audição em streaming.

Assista o vídeo “Sei(s) (acústico)”: https://youtu.be/xLbDfPMbjHE

Prestes a dar o próximo passo da Riviera, Vinicius Coimbra reflete sobre a evolução do projeto desde sua origem até aqui:

“O que era pra ser música gravada pra eu guardar pra mim, virou uma banda, que já teve algumas formações e já fez bastante show legal com gente importante por aí. Rodamos, o som amadureceu principalmente como banda, experimentamos mais instrumentos e formas de compor e, olhando do Outono para o próximo álbum, é nítida a percepção de evolução no som e a maturidade de arranjo das canções. Mas tão legal quanto é ver que ainda mantemos uma certa identidade construída durante os álbuns anteriores”, analisa.

 

Ouça “Outono”:

 

Spotify: http://bit.ly/OutonoSpotify

Deezer: http://bit.ly/OutonoDeezer

Apple Music: http://bit.ly/OutonoApple

Google Play: http://bit.ly/OutonoGPlay

 

Ficha técnica:

 

Produzido por Vinícius Coimbra e Alan Pinho

Arranjos: Vinícius Coimbra e Alan Pinho

Arranjos de Cordas em “Sei(s)”: Mauro Souza

Gravado no Refinaria Estúdios, em Brasília/DF, em dezembro de 2012

Mixado e Masterizado por Guilherme Moellmann Negrão em Londres UK

Ilustração: Daniel de Carvalho

Artwork: Vinícius Coimbra