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Terceiro Mundo Bom: banda formada por grandes nomes do indie carioca lança clipe de estreia

Um casal se conhece num bloco de carnaval. Após transarem, a mulher assalta o amante, que ainda se apaixona. É assim “Terceiro Mundo Bom”, faixa recheada de ironia que antecipa o trabalho da banda de mesmo nome. O projeto traz de volta para o rock Diogo Brandão, um dos maiores nomes da cena indie carioca do começo os anos 2000 com as bandas Rockz e Benflos. A faixa ganha um clipe antecipando o EP de estreia da banda.

Veja “Terceiro Mundo Bom”: https://youtu.be/d1rB5NrH6Bw

Ao lado de Brandão, o grupo conta com a guitarra de Marcos Almir, a bateria de Robson Riva (do B Negão e os Seletores de Frequência) e o baixo de Guga Leão. O disco traz a performance teatral que marca o trabalho de Diogo com um olhar novo sobre o Brasil de 2018. As faixas vão desde relacionamentos voláteis até amores que surgem no meio de um protesto. Muito mudou, mas a lírica do artista segue firme.

“O Rio continua sendo a cidade partida que sempre foi, isso parece que nunca vai mudar. Uma Zona Sul de contos de fadas, periferias esquecidas pelo governo e comunidades entregues ao poder paralelo. Muitas cidades em uma só. Mas o senso de humor do carioca continua super afiado, apesar de tudo, e isso é bom”, conta Brandão.

Terceiro Mundo Bom por Karen Tribuzy

O clipe da faixa que dá nome à banda traz um clima de filme de terror trash com aventura de Sessão da Tarde, ao mesmo tempo que explora as ruas do Centro do Rio e Lapa e uma área abandonada do Joá, na Zona Sul da cidade.

“A música ‘Terceiro Mundo Bom’ é o que eu chamo de canção narrativa. A letra conta a estória de um cara que transa com uma moça que conheceu no carnaval, ela some com as coisas de valor dele no dia seguinte e mesmo assim ele se apaixona por ela. Queria algo pro roteiro do clipe que não reproduzisse a estória da letra, que tivesse outro enredo. Então pensei em algo inspirado em filme de terror B, de vampiro e zumbi, tudo misturado e passado na Lapa. O ponto de encontro oficial das almas penadas e boêmias cariocas”, se diverte Diogo.

O nome da canção surgiu como uma piada ao contexto de liberdade sexual descrito na faixa, mas ganhou um novo sentido ao ser adotado como nome da banda – de orgulho de conseguir viver em alegria num país em crise no terceiro mundo, de tentar melhorar as coisas através da alegria.

“Como artistas, continuamos a acreditar no poder da arte como não apenas mero entretenimento, mas também como ferramenta de transformação. Queremos transformar fazendo mexer, rebolar e pensar, tudo ao mesmo tempo”, conclui Diogo.

O EP do Terceiro Mundo Bom será lançado em breve via Sagitta Records.

Veja “Terceiro Mundo Bom”: https://youtu.be/d1rB5NrH6Bw

Mário Wamser faz crítica geracional e à mesmice no single “Engole com Angu”

O cantor e compositor mineiro Mário Wamser está cansado de mais do mesmo. Para ilustrar isso e a luta dos artistas independentes para quebrar a barreira de quem não está aberto ao novo, ele lança o single “Engole com Angu”. A bem-humorada faixa estará no seu novo disco, com produção musical de Federico Puppi e já pode ser conferida nas plataformas de música digital pelo selo Sagitta Records.

Ouça “Engole com Angu”: http://bit.ly/EngoleComAngu

Atualmente radicado no Rio de Janeiro, Mário vem tocando, produzindo e compondo com nomes expoentes da cena independente como Duda Brack, Mihay, André Prando, Elisa Fernandes, Dônica, Mari Blue, Puppi, João Bernardo, Tuca Oliveira, entre outros. Foi exatamente por circular no meio de tantos talentos que a inspiração para sua nova música apareceu.

“Essa faixa surgiu do cansaço que eu estava, e ainda estou, de dizer para gerações passadas que repetem desenfreadamente que não existe mais nada de bom na música ou na arte. Eles estão desconsiderando milhões de pessoas que estão fazendo, sim, uma série de trabalhos com muita qualidade. Repetem isso porque até hoje essas pessoas continuam ligando as TVs e se decepcionando com o que lá está, sem nem ao mesmo mudar de canal”, conta Mário.

Entre os discos de seu pai, o som do violão e as cantorias nas festas de família, surgiu a paixão dele pela música. Foi aos 14 anos, de forma precoce, que ele resolveu assumir um compromisso sério com as notas musicais, entrando na Bituca Universidade de Música, apadrinhada por Milton Nascimento, uma escola conceituada em Minas Gerais. Em 2011, o músico ganhou o Prêmio BDMG Jovem Instrumentista, que lhe permitiu estudar com o renomado instrumentista Weber Lopes. Em 2014, o cantor e compositor lançou o disco de estreia, homônimo, em que explora as influências e sonoridades mineiras, com harmonias elaboradas.

Mário Wamser (Crédito: Lucas Martins)

Em 2017, participou do Sofar Sounds, após lançamento do single “Voo de Sacola”. E no mesmo ano, no WebFestValda (realizado na Fundição Progresso, um dos palcos mais famosos do Rio) , ele recebeu diversos prêmios com a música “Putrefato”, dentre eles o de Melhor Guitarrista e segundo lugar geral na competição. Na ocasião sua composição foi interpretada por Mari Blue (que ganhou também a premiação na categoria Melhor Voz). Sua experiência como intérprete levou-o a participar ao lado de Duda Brack do tributo a Luiz Melodia no Circo Voador, ocasião em que dividiu o palco com artistas como Frejat, Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, e outros. Sua parceria com o violoncelista italiano radicado no Rio, Federico Puppi, rendeu em 2018 a composição “Capitão do Mar”, que ganhou a voz de Milton Nascimento e foi lançada no disco de Puppi, “Marinheiro de Terra Firme”.

Puppi é o parceiro de Mário na produção do novo álbum, centrado na contemporaneidade e seus novos desafios e angústias. O primeiro single foi “Embriagar em BH”, parceria com Mihay, que dialoga com “Engole com Angu”, expondo inquietações .

Ouça “Embriagar em BH”: http://bit.ly/EmbriagarEmBH

“Eu particularmente me encaixo no mundo de acordo com o ano que eu estou, e não com os que já passaram. E perceba que isso não é uma desconsideração do que foi feito lá atrás, e tão pouco uma ode ao novo, é apenas uma questão de observar um pouco mais o seu tempo real, em que você está, e ouvir de fato está sendo dito atualmente. Essa música fala muito sobre isso. É um convite para as pessoas a viverem na mesma data, no presente”, explica Wamser.

A faixa foi gravada e mixada no estúdio Ouvido em Pé (Copacabana/RJ), e masterizada no Eleven Mastering (Itália). Mário tocou todos os instrumentos – exceto os trombones, que são assinados por Pedro Aristides (Skank). “Engole com Angu” é um lançamento Sagitta Records.

Ouça “Engole com Angu”: http://bit.ly/EngoleComAngu

Voltado para as crianças, CRIA lança música questionando conceitos e papéis na sociedade

Um menino e uma menina leem um livro de histórias e se pegam questionando os papéis dos personagens. Eles querem saber o porquê da princesa ter que ser salva, o porquê do príncipe ser o guerreiro e quem é o herói e o vilão. Em clima do mês da criança, o grupo carioca CRIA lança “Já era uma vez”, primeira música do seu novo álbum. O registro está disponível no canal do YouTube do grupo.

Veja “Já Era Uma Vez”: https://youtu.be/wztmjUls4Us

Criar canções para estimular a reflexão das crianças e entreter a todos é a missão do CRIA, formado por grandes nomes da cena da MPB do Rio de Janeiro, que se uniram para tentar reinventar os conceitos por trás da música infantil. Em “Pra Bagunçar”, novo álbum do projeto, eles criam um novo gênero: a Música Literária Infantil.

CRIA (Crédito: Fabiano Battaglin)

O grupo apaga as fronteiras entre a música para crianças e adultos e aposta no respeito à inteligência e imaginação dos pequenos como fórmula de comunicação universal, buscando refinamento estético musical e textual. Desde a sua própria formação, que conta com instrumentos inusitados como o violino e o clarone, até as composições de melodias e letras sofisticadas do compositor Vinicius Castro, o grupo se diferencia dos demais enquanto conceito e execução.

Além de Castro, que também assina os violões, vocais e a produção musical, o CRIA é formado pelo percussionista e professor Mateus Xavier (do bloco Sargento Pimenta e do grupo vocal Ordinarius); a cantora e regente Maíra Martins (também do Ordinarius); o clarinete e o clarone de Frederico Cavaliere (Orquestra de Sopros Pro Arte); o  regente, pianista e acordeonista Christian Bizzotto (Orquestra Manouche); e o violonista Ayran Nicodemo (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do RJ). Todos com uma discografia recheada, prêmios e até trabalhos acadêmicos aprofundados em música.

“Já era uma vez” é o primeiro lançamento do grupo desde o álbum “A Família” (2013), que trazia divertidas canções sobre as relações familiares e seus membros e foi finalista do Prêmio da Música Brasileira. Nessa nova faixa, o CRIA conta com a participação especial de Augusto Ordine, fundador do já citado Ordinarius, nos vocais; e arranjo de Pedro Araújo (Eduardo Neves, Zé da Velha, Silvério Pontes).

“Pra Bagunçar” chega às plataformas de música digital no dia 01/10 e tem show de lançamento gratuito em São Paulo, marcado para os dias 06 e 07/10, no Itaú Cultural, às 16h.

Veja “Já Era Uma Vez”: https://youtu.be/wztmjUls4Us

FICHA TÉCNICA:

Já Era Uma Vez

Música e Letra de Vinicius Castro

Ilustrações de Fran Junqueira;

Roteiro e Animação de Vinicius Castro;

Arranjo de Pedro Araújo

Clarone – Frederico Cavaliere

Percussão – Mateus Xavier

Sanfona – Christian Bizzotto

Violino – Ayran Nicodemo

Violão – Vinicius Castro

Voz – Maíra Martins

Participação Especial  de Augusto Ordine

Gravado por Vinicius Castro no Estúdio Tenda da Raposa (RJ/BR) e mixado por Vinicius Castro em Murcia/ES.

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