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Auri convida a uma aventura oitentista no clipe “Quintal”

É em clima de nostalgia que a Auri olha pra frente. Após colher elogios por seu intenso EP de estreia, “Resiliência”, o grupo entrega seu novo single, “Quintal”. A faixa teve produção de Pedro Ramos (Toledo) e mixagem e masterização de Léo Ramos, ambos da banda Supercombo, e ganha um clipe inspirado por histórias de aventuras oitentistas, da Sessão da Tarde a Stranger Things. A canção já está disponível nos principais serviços de streaming e como um clipe.

Assista a “Quintal”: https://youtu.be/9AbJnL7i-Zc

Ouça “Quintal”: http://smarturl.it/AuriQuintal

Pronta para dar o primeiro passo depois do debut, a Auri vê a oportunidade de ir além. Se “Resiliência” representou o começo, “Quintal” serve de alavanca para uma sonoridade mais madura, com riffs mais marcados, dando lugar a um novo senso de urgência. A vontade de se aventurar fora da zona de conforto também serve de mote para a letra, e consequentemente, o clipe. Musicalmente, “Quintal” remete às décadas de 80 e 90, devido ao timbre dos sintetizadores e guitarras com oitavadores, dando um aspecto lo-fi à instrumentação. Entre momentos lúdicos inspirados por games e momentos de peso e explosão sonora, surge a jornada do herói, que encontra dificuldades no decorrer do caminho.

A temática da superação é uma constante no trabalho da Auri. Nesse clipe, a banda aparece no topo de uma montanha, como o ponto de chegada após uma jornada de surpresas, lutas e vitórias.

“Queremos levar até as pessoas a mensagem da música, que reforça o quão importante é sair da zona de conforto, e que evidencia que somos capazes de superar qualquer situação. Afinal, adaptação é algo inerente a nós, seres humanos. Todos passamos  por situações no dia a dia onde somos colocados à prova e nos é exigido arriscar. Seja um novo trabalho, relacionamento, rotina de vida… E quando nos vemos assustados, é difícil lembrar que somos seres adaptativos, historicamente e biologicamente falando, capazes de enfrentar o que for. Achamos importante lembrar e frisar isso pra dar gás e força a quem precisar”, reflete Everton Radaell, guitarrista e vocalista da Auri. Além dele, a banda é formada por Thaysa Pizzolato (teclado e sintetizador), Danilo Galdino (guitarra e backing vocal), Bernardo John (baixo e backing vocal) e Bruno Miranda (bateria).

Seguindo a premissa de que mais importa a jornada que o destino, a Auri convida a uma viagem metafórica, seguindo um jovem herói pela floresta, onde enfrenta dois vilões e culmina no topo da montanha. De momentos soturnos, ele escapa para a luz – com as paisagens de Marechal Floriano e da Rampa do Caravaggio, em Santa Teresa (ES). A criança, que representa fragilidade e inocência, se vê ameaçada por duas figuras estranhas: a primeira, um alien, representa o medo do desconhecido, do que ainda não vivenciamos; a segunda tem a forma de um dinossauro e remete ao medo do passado, saudades, frustrações e traumas.

Auri por Gabriel Hand

Trazendo a sua própria bagagem de referências estéticas de décadas passadas, a banda optou por homenagear a cultura pop da sua infância, mirando em um clima de ação e aventura de séries japonesas, estilo tokusatsu e sentai, e filmes da década de 80 estilo trash. “Quintal” reflete muito da experiência dos próprios músicos, que precisaram sair da zona de conforto após o trabalho de estreia. A canção foi a primeira da Auri a ser gravada fora de Vitória. A convite de Toledo, da Supercombo, o grupo foi a São Paulo gravar a faixa, após dividirem o palco em um evento em Vila Velha.

“A Supercombo é uma banda que admiramos bastante. Eles assistiram nossa passagem de som e gostaram do projeto. Depois de umas semanas trocando contatos, rolou o convite. E foi nossa primeira experiência gravando numa cidade fora a nossa, foram dias de zero conforto, dormindo em colchões no chão e de muita guerrilha, madrugadas adentro… Mas que no final compensou”, relembra Everton.

Na hora de dar vida à música com um clipe, a banda teve de se reinventar. Após a saída do baixista Gabriel Hand, que também é videomaker e assinava os clipes da Auri, o grupo montou uma pequena equipe de estreantes: “Foi a primeira experiência de todo mundo, dos atores, minha como diretor, produtor, editor e colorista, da Mica como diretora de fotografia de clipe, do Danilo como assistente de produção e da equipe em geral envolvida. Tínhamos um baixo orçamento, equipamentos que não eram os melhores para aquelas funções, mas conseguimos nos adaptar e chegar num resultado que ficamos satisfeitos e orgulhosos”, comemora Everton.

Agora, a Auri foca em lançar outras novidades ao longo de 2019. A banda já está em fase de pré-produção de seu novo disco e prepara uma gravação ao vivo de “Quintal”, que integra o setlist dos shows. Novas datas serão anunciadas em breve.

Assista a “Quintal”: https://youtu.be/9AbJnL7i-Zc

Ouça “Quintal”: http://smarturl.it/AuriQuintal

Ficha técnica:

Clipe

Direção, roteiro, colorização e edição: Everton Radaell

Direção de fotografia: Micaelly Rupf

Assistência de produção: Danilo Galdino

Atores: Gabriel Fischer e Caio Fischer

Locações: Videoclipe gravado em Marechal Floriano (ES) e na Rampa do Caravaggio em Santa Teresa

(ES)

Agradecimentos especiais: Amigos de Marechal Floriano

Música:

Single gravado no estúdio Gritaria Produções e Lua Nova Produções Artísticas LTDA em São Paulo

Produção musical: Pedro Ramos (Toledo)

Mix e Master: Leonardo Ramos

Letra e música: Auri

Letra e música: Everton Radaell (Voz e guitarra), Danilo Galdino (Guitarra e backing vocal), Gabriel Hand (Baixo e backing vocal), Thaysa Pizzolato (Teclado) e Bruno Miranda (Bateria)

Letra

Subi no meu balão meio sem ar

E sem trilha de pão pra voltar

Daqui do alto eu consigo ver

Quem eu fui e quem vou ser

Eu levo pouca mala pra poder voar bem longe

Me desculpa se eu não te ligar

E se eu cair no chão

Do chão não passa

A sola do pé vira casca

Pra proteger se machucar

Já que eu não sou daqui

Pra mim sempre foi mais difícil

Ver todos da janela

O lá fora é o algoz desconhecido

No QUINTAL só vem quem sabe brincar

Foi feito pra assustar todos nós

Mas se estou aqui

É pra me sujar

E se cair no chão

Do chão não passa

A sola do pé vira casa

Pra proteger se machucar

Já que eu não sou daqui

E se cair no chão

Quem vai me salvar?

A sola do pé virá

Se eu me perder

Vai proteger se machucar

Quero confiar

Que o que vier

É pra ser.

Santos embarca em jornada psicotrópica no EP visual “Delusão”

Artista sonoro e visual, Santos propõe uma nova jornada em seu sexto trabalho, “Delusão”. O EP estreia com clipes para todas as faixas, fazendo um convite à experimentação e uma reflexão sensorial que explora os efeitos de uma viagem à base de psicotrópicos. O compacto já está disponível no YouTube e na plataforma Bandcamp.

Assista “Delusão”: http://bit.ly/2W2sdvj

Ouça “Delusão”: https://santosexperiment.bandcamp.com/album/delus-o

Trilhando a linha tênue entre o real e o imaginário, o EP usa delusão como um catalisador de sensações. Santos explora beats com samples únicos para criar ambiências onde o caos é cíclico e o familiar se torna etéreo. É o caso de “Ricky and Morty”, música inspirada pela animação quase homônima que, entre um universo e outro, desemboca numa entrevista de Adriano Imperador a Pedro Bial. Ela é acompanhada de “¼”, “Prensa” e “Lança”.

A confusão e volatilidade fazem parte da narrativa de “Delusão”, que surgiu da vontade de sintetizar a experiência de Santos com substâncias psicotrópicas, como LSD, maconha e black lança.

“Eu penso sobre as ditas drogas e seus efeitos, suas histórias, a história das criminalizações, os efeitos sociais, etc, há um bom tempo. Acho que avançar para além do puro fetiche e da ojeriza, desmoralizar o debate é essencial. Eu faço aqui uma homenagem aos efeitos dessas substâncias, uma criação livre a partir desses efeitos também. Mas julgo importante pensar as drogas mais que utilizá-las, entender qual é o contexto das proibições e criminalizações, no que precisamos avançar como sociedade sobre esse debate”, reflete Santos.

“Delusão” integra uma trilogia de álbuns que o projeto lançará ainda em 2019 – o primeiro, “Vivência”, foi um EP split com Neiva, já disponível para audição. Personificado pelo multi-instrumentista carioca Lucas Santos, o trabalho entrará em hiato, buscando encerrar um ciclo e iniciar novas ideias e desafios.

Ouça “Vivência”: http://smarturl.it/VivenciaEP

Descrita como “música acidental”, a sonoridade de Santos é envolta por texturas orgânicas e digitais, pela experimentação de diferentes ritmos e timbres. E sempre é marcada pela evolução, estudo e busca por novas formas de se expressar. Tratando seu som como um afro-grunge, as canções de Santos fazem o encontro do noise com o funk, passeando também pelo folk, shoegaze e pela psicodelia. Seu primeiro trabalho foi o álbum “Suor” (2016), com oito faixas compostas, gravadas e mixadas por ele mesmo. Em 2017, Santos lançou três EPs onde registrou versões feitas ao vivo para músicas, em sua maioria, inéditas.

Santos por Pedro Arantes

Em 2018, o artista lançou seu segundo álbum, “Afeto”, um compilado de composições feitas entre os seis anos que o antecedem, e passeiam sonoramente por uma miscelânea de gêneros e formas de gravação em uma longa jornada sentimental.

O terceiro e último álbum da trilogia Santos será lançado em julho.

Assista “Delusão”: http://bit.ly/2W2sdvj

Ouça “Delusão”: https://santosexperiment.bandcamp.com/album/delus-o

Ficha técnica:

Arranjos, mixagem e masterização: Santos

Arte de capa: Amauri

Heavy Baile coloca passinho e bom humor como protagonistas em clipe de “Ciranda”

Uma pessoa liga o som enquanto trabalha na cozinha, e, embalada pela música, abandona o turno e sai dançando pelas ruas. É assim que surge “Ciranda”, novo clipe do Heavy Baile. A faixa, feita em parceria com Goes, dialoga com o clima do sucesso “Larga o Aço”. O vídeo foi dirigido por Alex Tiernan, do coletivo Old Man Taro.

Veja “Ciranda”: https://youtu.be/_tdmKl_3joA

Ouça o single: http://smarturl.it/ciranda

Com um final surpreendente e bem-humorado, o vídeo é estrelado por Neguebites,  dançarino titular do Heavy Baile e capa do disco “Carne de Pescoço”. A ideia da parceria surgiu depois que Leo Justi conheceu o trabalho de Goes pelo Soundcloud alguns anos atrás.

“Curti muito os remixes do Goes, e começamos a trocar ideia sobre uma colaboração. Volta e meia eu pedia um riff pra ele quando tinha um beat. Um dia surgiu esse pontinho da viola que marca ‘Ciranda’ e começamos a trabalhar nessa track juntos”, conta Leo Justi.

Movimento progressivo de empoderamento musical e cultural da periferia que mescla os batidões do funk à música eletrônica, o Heavy Baile foi criado por Justi e se consolidou como um dos principais nomes do Rio de Janeiro.

Com uma união única de funk, hiphop, trap, baltimore club e kuduro, o Heavy Baile é uma das atrações do Rock in Rio.

Veja “Ciranda”: https://youtu.be/_tdmKl_3joA

Ouça o single: http://smarturl.it/ciranda