Ventre (RJ)

A Build Up Media acompanhou a Ventre desde o lançamento de seu primeiro disco, até o palco do Lollapalooza Brasil.

A mesma canção capaz de iluminar um coração pode desferir o golpe de faca. Ao aceitar o carinho – ou apertar o botão do play de uma canção do Ventre (…) não se sabe o que vem depois. É angustiante, de um jeito bom.”

(Estadão, agosto de 2016)

É duro e poético na medida certa, amarrado por excelentes momentos instrumentais. Uma ótima surpresa e um sopro de esperança de bons tempos a vir por aí.”

(Tenho Mais Discos Que Amigos, dezembro de 2015)

“A presença ruidosa e distorcida da guitarra de Gabriel Ventura é acompanhada pela cozinha de Larissa Conforto e Hugo Noguchi, que transforma seu baixo em um verdadeiro laboratório de experimentos harmônicos.”

(Noize, outubro de 2015)

“Um dos grupos mais relevantes dos últimos anos dentro da ‘cena’ independente brasileira, que ajuda o rock brasileiro a sair da mesmice e encontrar um som mais integrado à contemporaneidade (…).”

(Musica Pavê, dezembro de 2015)

“Desde Idioma Morto (2006), derradeira obra da banda paulistana Ludovic, que um disco brasileiro não me parecia tão urgente, raivoso e essencialmente honesto quanto a estreia do grupo carioca Ventre.”

(Miojo Indie, dezembro de 2015)

Nome em plena ascensão no cenário cultural brasileiro, Ventre é um power trio carioca de rock experimental que nos últimos dois anos tem sido quase unanimidade em elogios de crítica e público. Seja pela performance ao vivo, seja com intenso disco “Ventre (抱きしめ と キス)” ou com o DVD “Ao vivo no Méier”. Planejando novos lançamentos, a banda foi destaque em alguns dos principais festivais independentes ao longo de 2016.

Formada pela guitarra e a voz de Gabriel Ventura, a bateria de Larissa Conforto e o baixo de Hugo Noguchi, a banda reflete em sua química no palco a amizade de seus integrantes. Figuras carimbadas para quem acompanha a cena, eles já tocavam juntos antes mesmo da Ventre. Sua experiência como músicos molda o mar de sensações que dão forma ao álbum e ao show.

“Quando estudávamos juntos na faculdade, ouvi umas músicas do Gabriel e me apaixonei. Botei muita pilha pra gente tocar aquelas canções, mas ele só tomou coragem em 2012, quando ensaiamos pela primeira vez. De lá pra cá, fomos amadurecendo as canções, entortando até onde dava, descobrindo como trabalhar em trio”, explica Conforto.

Larissa começou a tocar bateria na adolescência. E não parou mais de aprender estilos e tentar se aprimorar. “Ela que me escolheu. Sempre fui aficionada por bateria, desde criança. Foi algo que veio no sangue. Nunca quis tocar outro instrumento”.

A postura tranquila e sorridente de Hugo Noguchi esconde uma presença sonora incomum. Baixista desde os 14 anos, Hugo é um curioso. Experimenta sonoridades eletrônicas e teclados midis, além de produzir outros artistas. Ele define seu baixo como uma mistura dos ritmos jamaicanos com melodias de Paul McCartney e Smashing Pumpkins.

“A gente também é muito fã dos old school, por termos sido criados daí, e de alguma forma isso aparece na maneira que a gente toca”, define.

A base melódica de Hugo e Larissa são o alicerce para as letras e guitarras ruidosas de Gabriel Ventura. “O filho é do Gabriel. Eu e o Hugo só pegamos pra criar”, brinca Conforto.

Com letras confessionais e observativas, Gabriel surpreende ao tocar com propriedade em temas como desejo, saudade e efeitos do tempo no amor.

“Falo do que sabemos falar. Com os relacionamentos vividos, acho que é natural que os atritos e o que é bom dessa vida transpareça no que eu escrevo”, comenta Ventura.

Gabriel começou a tocar no início da adolescência. Foi aprendendo com o pai, sambista, e absorveu um pouco de cavaco e banjo, além da guitarra e violão, esses últimos que adotou como instrumentos de sua expressão. Mas a base dessa criação e aprendizado ficou na sua musicalidade.

“Quando o Gabriel mandou a demo de ‘Quente’, era um sambinha. A gente ouviu e ficou pedindo ‘Faz um riffão’ aí”, confessa Larissa.

Foram dois anos desde que a Ventre apareceu para o cenário musical com seus primeiros vídeos ao vivo (“Carnaval” e “Pernas”) até o homônimo álbum de estreia. Foi um período de criação e experiência intenso, em que o power trio testou e amadureceu sua sonoridade.

“Não ficamos parados enquanto trabalhávamos no disco. Viajamos um pouco, fomos aprendendo com outras bandas, em outras cidades. Tivemos muita sorte de encontrar pessoas de ouvido aberto pra gente”, explica Conforto.

No álbum, peso e a leveza dançam em arranjos que misturam estilos e referências com maturidade que só a estrada traz. “Ventre (抱きしめ と キス)” foi só a porta de entrada para uma banda combativa e cheia de convicções, que levanta bandeiras dos direitos da mulher e LGBT e da luta contra o racismo.

Produzido pela própria banda, o álbum contou com a ajuda de muitos profissionais e estúdios durante sua gestação. E a lista é grande. O disco passou pelo Ministéreo, estúdio do Júnior Tostoi, guitarrista do Lenine, que também mixou duas músicas; O Quarto, de Bruno Giorgi, que acompanhou toda a pré-produção e também foi engenheiro e produtor em outros estúdios.  

Eles passaram também pela lendária Toca do Bandido, onde o concurso da Converse Rubber Tracks proporcionou uma diária com o engenheiro de som americano Aaron Bastinelli. O disco ainda teve passagem pelo Superfuzz; Estúdio Musika; Estúdio Quatrilha; Canto dos Trilhos; Maravilha 8; Monoaural.  Uma das faixas foi mixada no Espírito Santo com Gil Mello (Subtrópico e guitarrista da Mango e My Magical Glowing Lens) e Alexandre Barcelos. Por fim, a masterização foi feita por Matheus Gomes no Magic Master.

Lançado no fim de outubro de 2015,  “Ventre (抱きしめ と キス)” alcançou sucesso de crítica e figurou em diversas listas dos melhores do ano em sites especializados, além de ter saído em fita cassete nos Estados Unidos, em um lançamento da Tightwolf Records. Na lista dos “150 melhores discos nacionais de 2015”, da revista Tramp, a banda ficou em 18º lugar; já o blog Independente da Música considerou a Ventre a “Melhor Banda Revelação”.  O site de música Brasileiríssimos produziu uma playlist das “Melhores Música de 2015” e a canção “Quente” aparece na lista disponibilizada no aplicativo Spotify.

O blog Miojo Indie, em sua lista de “50 Melhores Álbuns Nacionais de 2015”, inclui o disco de estreia da Ventre no 12º lugar e o definiu como “urgente, raivoso e essencialmente honesto”. Sem ranking, o blog fluminense Rock on Board também colocou o álbum na lista de “40 Melhores Discos de 2015”. Já o site Música Pavê incluiu a banda em três listas: “Cinco Músicas Brasileiras Mais Bonitas de 2015”, com “Carnaval”, “Quinze Bandas que Resumem 2015” e ainda na lista de “Quinze Discos que Resumem 2015”.

Quem também colocou a Ventre em um lista foi o portal iG, que incluiu o álbum entre os “15 Melhores Discos Nacionais de 2015”. O blog Monkeybuzz, parceiro da MTV, trouxe a banda nas listas de “50 Melhores Faixas de 2015”, com a Ventre em 29º lugar; e nas de “10 Melhores Estreias de 2015”, sem colocações.

Um dos blogs culturais mais prestigiados da atualidade, o Tenho Mais Discos Que Amigos colocou a Ventre em 2º lugar na lista dos “50 Melhores Discos Nacionais de 2015”, ficando atrás apenas da cantora Elza Soares. A publicação definiu o álbum como “duro e poético na medida certa, amarrado por excelentes momentos instrumentais. Uma ótima surpresa e um sopro de esperança de bons tempos a vir por aí”.

E estavam. Desde o lançamento do disco, a Ventre se tornou um dos nomes cobiçados por casas de shows e festivais independentes. A banda passou pelo palco de unidades Sesc tradicionais como o Pompeia e o Belenzinho,  do Circo Voador, da Fundição Progresso, além dos festivais Bananada, Do Sol, Vaca Amarela, Coquetel Molotov e Balaclava Fest.

Em um desses shows, no renovado Imperator, durante o evento Rio Novo Rock, a banda registrou em áudio e vídeo o momento no DVD e álbum ao vivo “Ao vivo no Méier”. A escolha da casa para esse registro foi para reforçar a identidade zona norte da banda.

Com base firmadas em Vila Isabel, a Ventre é parte do coletivo e estúdio Swing Cobra, que reúne as bandas Lítio, Stereophant e integrantes das bandas Baleia e Cícero. Além de produzir discos como o experimental Xóõ, a Swing Cobra busca trazer eventos e bandas para fora do eixo Centro-Zona Sul da capital fluminense.

“Esse DVD é para nós um resgate às nossas origens e ao sentimento DIY, agora reciclado, com a idéia de “Do It Together” – Faça em conjunto. Nós produzimos esse material audiovisual do mesmo jeito que o álbum: com a ajuda de amigos muito talentosos, que respeitamos muito. Temos reproduzido essa forma de pensar no nosso estúdio na Zona Norte, onde produzimos shows e gravamos as bandas que gostamos”, comemora Larissa.

“Ao vivo no Méier” marca o começo de uma parceria com o selo paulista Balaclava Records. O novo parceiro foi fundado em 2012 e traz em seu casting artistas nacionais e internacionais como Holger, Mahmed, Terno Rei, Séculos Apaixonados, Supercordas e Quarto Negro, além de Yuck, Mild High Club, Homeshake e Widowspeak.

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