“Guinu” apresenta sonoridade jazz, pop e brasileira do pianista Pedro Guinu

Groove envolvente, com forte influência do soul, do jazz, da MPB e do pop. Essa é a base do som de Pedro Guinu, pianista, cantor e compositor, que lança o seu visceral disco de estreia, reunindo uma vida de experiência. “Guinu” foi feito ao vivo, como as gravações setentistas que inspiraram o disco, e já está disponível nos principais serviços de música.

Ouça “Guinu”: http://spoti.fi/2y8JkfK

Confira o faixa-a-faixa abaixo

O álbum foi gravado em uma sessão de 12 horas, no dia 9 de setembro de 2017, no estúdio Fibra (Rio de Janeiro), com músicos selecionados a dedo por Pedro e a participação especial de Donatinho. Para manter o clima quente e surpreendente para os músicos, foram feitos apenas dois ensaios antes da sessão. O frescor das músicas a sensação de descoberta pode ser sentida em cada uma das faixas.

Arte de capa por Eduardo Sganga

“Quero Ver” abre o disco em clima soul e pop. A letra foi imaginada após o compositor se espelhar na história de uma moça desconhecida de olhar triste. Já “A Noite Melhora” mostra o groove das composições de Guinu. A canção foi a única a ser revelada antes do lançamento do disco, com um vídeo em estúdio.

Assista o vídeo “A noite melhora”: 

Em “Calado”, a terceira música, Pedro Guinu retoma uma canção de 2011, inspirada por um relacionamento do próprio artista. “Boca de Sino” mescla as teclas do Clavinet e os sons sintéticos do Moog para criar uma vibração black music setentista. Para “Salgueiro”, Guinu recebe o convidado especial Donatinho, como instrumentista, cantor e também produtor. A música dançante remete ao último trabalho de Donatinho, “Sintetizamor”, em que divide o piano e vocais com o pai, João Donato.

O freejazz toma conta de “Cheiro de Lira”, também uma das primeiras canções compostas para o disco. O arranjo traz ainda uma levada de ijexá, entregando a brasilidade de “Guinu”. “Dez Para as Quatro” traz a nostalgia durante a madrugada, com os metais dividindo espaço com o teclado 80s. Por fim, “Sonho de Valsa” vem do trabalho de Pedro ao lado do quarteto instrumental Massimbaque. Esse talvez seja o momento mais ambicioso do disco, passando por diversas texturas e dando oportunidades à banda de brilhar com solos de bateria, baixo e guitarra. O tema traduz o clima descontraído e sem amarras dos músicos em estúdio.

Pedro Guinu (crédito: Lucas Santos)

Com oito músicas, “Guinu” traz momentos de soulfunk, faixas românticas para cantar junto e temas instrumentais para viajar ouvindo. O trabalho tem assinatura de Pedro Guinu nas composições, voz, teclados, piano e sintetizador, com participação dos músicos Danilo Guinu (bateria), Filipe Moreno (baixo), Giuliano Fernandes (guitarra), Breno Hirata (saxofones e flauta) e João Machala (trombone). A capa é do artista gráfico e designer uruguaio Eduardo Sganga.

Ouça “Guinu”:

Spotify: http://spoti.fi/2y8JkfK

Deezer: http://bit.ly/GuinuDeezer

iTunes: http://apple.co/2AmR1Av

You Tube: https://youtu.be/D2HFcmxikJE

 

Conheça Pedro Guinu

Mineiro de Teófilo Otoni radicado no Rio, Pedro se dá o salto mais alto de seus 35 anos de vida. Após 20 anos de paixão e carreira musical internacional, o artista debuta com um trabalho solo onde poderá mostrar a abrangência de seu talento e todas as lições aprendidas na estrada.

Ele cresceu em um ambiente musical e foi muito influenciado por seus tios, que eram músicos profissionais, a tocar piano. Na adolescência, Pedro já se apresentada nos bares da cidade do Vale do Mucuri. Em 2002, se mudou para Belo Horizonte para estudar Comunicação e foi onde ele apaixonou pelo jazz e pela música instrumental. Foi uma época muito rica, quando participou de trios de jazz, bandas de baile e começou a ganhar rodagem como cantor e pianista.

Mas tudo mudou desde 2012. Foi quando Pedro Guinu fez sua primeira passagem pelos Estados Unidos para estudar a língua, o jazz e o blues direto em sua raiz, o Mississippi. Lá, junto do guitarrista Josh Gray, criou o grupo Electro Samba Groove e excursionou pela rica cena musical da região.

No ano seguinte, com ânimo redobrado, o artista se mudou para o Rio para estudar piano na Escola de Música Villa Lobos. No Cidade Maravilhosa, trabalhou em diversos segmentos e sonoridades, se apresentando ao lado tanto de Wanderley Cardoso quanto do grupo de afrobeat Zé Bigode, por exemplo.

Em 2016, Pedro Guinu retornou ao sul dos EUA para uma turnê com a banda de rock The Graysmiths e a cantora de jazz Rachel MacCann. Foi nessa passagem por lá, na lendária cidade de Nashville, que gravou o primeiro single da carreira.

“Hold On” foi gravada ao vivo em sessões registradas em vídeo e trazia uma banda enxuta num formato quarteto. A aura criada pelas canções e pelas gravações era ao mesmo tempo envolvente, sedutora e convidativa para dançar. Isso fez com que Pedro se apaixonasse pela técnica de gravação e optasse por fazer seu disco completo de estreia dessa forma.

Tracklist:

 

1 – Quero Ver

2 – A Noite Melhora

3 – Calado

4 – Boca de Sino

5 – Salgueiro (feat Donatinho)

6 – Cheiro de Lira

7 – Dez para as Quatro

8  – Sonho de Valsa

 

Ficha Técnica:

 

Composições e Arranjos: Pedro Guinu

Bateria: Danilo Guinu

Baixo: Filipe Moreno

Guitarra: Giuliano Fernandes

Teclados, Voz e Piano: Pedro Guinu

Sax Barítono, Sax Tenor e Flauta: Breno Hirata

Trombone: João Machala

Engenharia de áudio, edição e mixagem: Tércio Marques

Masterização: Jordan Macedo

Teclados, synths e programação na faixa “Salgueiro”: Donatinho

Capa: Eduardo Sganga

 

Faixa-a-faixa, por Pedro Guinu:

 

Quero Ver

A melodia dessa música me veio em um dia quente no Rio. Estava fazendo uma caminhada na praia e vi uma jovem bonita, com um jeito de gringa, olhando triste para o celular. A melodia já estava na minha cabeça. Então, criei a história que essa jovem terminava o namoro e estava com medo de partir pra outra e sofrer do mesmo jeito. No estúdio, conduzimos a música de um jeito pop e levamos para uma onda acid jazz com um solo perfeito do Giuliano Fernandes.

 

A Noite Melhora

Uma madrugada dessas, veio à minha cabeça aquele naipe de sopros da ponte. Cantei a melodia, gravei no celular e dormi. No outro dia, quando ouvi cantei ‘a noite melhora se você aparecer’. Foi tudo bem espontâneo, inusitado. Para a letra imaginei um casal no início de um relacionamento e toda aquela paixão e vontade de ficar junto. Foi a primeira música que gravamos no dia e ficamos muito felizes com o som do estúdio e empolgados com a gravação.

 

Calado

Essa música é uma composição mais antiga, de 2011. Cheguei a gravar algumas demos com outros músicos, mas esse arranjo foi o que mais gostei. O solo de trombone do João Machala não estava no arranjo original, foi uma brincadeira que ele fez no ensaio e casou maravilhosamente na música. A letra é uma adaptação de uma relação que eu tive no passado. Tudo o que eu escrevi nessa música foi baseado em fatos reais.

 

Boca de Sino

Eu gosto muito de explorar novos sons e texturas e numa dessas experiências surgiu o riff de Clavinet dessa faixa. A partir daí, comecei a construir um arranjo que remetesse à década de 1970 na cena black music. Usei o Moog bem acentuado para marcar o refrão da música. A sonoridade de Boca de Sino surgiu mesmo no estúdio, com os sopros e a condução dos músicos. É uma das minhas favoritas do disco.

 

Salgueiro (feat Donatinho)

Moro no Rio há quase 5 anos no mesmo endereço. Quando alguém me pede a referência sempre digo atrás da quadra do Salgueiro. A letra da música é sobre essa linda mulher negra, empoderada e em cima do salto que vive o amor que quiser viver, trazendo juntamente a temática dos meus vizinhos, a Acadêmicos do Salgueiro. Com a ideia pronta me lembrei do Donatinho. Curti muito o último disco dele, o “Sintetizamor”, e achei aquela sonoridade ótima para a música. Acompanho o trabalho dele há um tempo e sempre foi referência para mim. Donatinho tocou, cantou e produziu a faixa. É impossível ouvir sem dançar!

 

Cheiro de Lira

É uma composição de 2011 da mesma época que Calado. Foi a música com o arranjo mais

freejazz de todas, Danilo Guinu criou uma levada de ijexá especial para essa música. A flauta do Breno Hirata ficou uma coisa maravilhosa de se ouvir, frases doces e virtuosas e um solo lindo no final. A flauta representa a alma da minha filha imaginária chamada Lira, fluindo no ar e na música.

 

Dez Para as Quatro

Achei a melodia bem sensual e criei uma história sobre uma noite de sexo e drogas com o personagem revivendo aquela noite com saudades às quatro da manhã. Quando eu estava gravando as demos, o meu irmão adorou o ritmo de bateria da música. Seria melhor simplificar, mas ele disse que era exatamente o que iria fazer. Ficou uma divisão rítmica incomum. Os metais ficaram lindos e os teclados trouxeram um clima 1980 que refletem a temática da letra e da música.

 

Sonho de Valsa

Tenho um quarteto instrumental chamado Massimbaque e criei alguns temas autorais para o grupo. Sonho de Valsa é um deles. Acho esse tema o mais bonito que já compus, uma verdadeira epopéia com várias passagens, texturas e momentos que me despertam diferentes sensações. Convidei o Filipe Moreno, que ainda não tinha solado no disco, para iniciar a música e ele nos brindou com aquele impecável solo de baixo. Meu irmão Danilo Guinu foi fundamental na criação do ritmo e climas da música e fez também um bonito solo de bateria no final. É a música mais jazz do disco, além dos solos do Filipe e do Danilo ainda tem o solo agressivo e muito bem executado do Giuliano e meu solo de Moog, que foi muito divertido fazer. Foi a música escolhida pra fechar o álbum e também pra marcar aquele momento do estúdio que foi muito especial pra todos nós.