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Em novo clipe, Aline Lessa revisita a fossa em forma de festa

Num karaokê, a força dos versos de uma música ganham vida própria e a cantora tem de lidar com seus próprios demônios presentes na composição. Com essa premissa, Aline Lessa divulga “Não foi por mal”, primeiro clipe de sua carreira solo. A faixa, lançada originalmente no álbum “Hoje Falo Por Mim”, ganha uma versão exclusiva em tecnobrega assinada pelo produtor ChicoCorrea. O clipe foi dirigido por Dudu Mafra.

Veja “Não foi por mal”: https://youtu.be/3G3ikuCcBAI

Ouça a faixa nos streamings: http://bit.ly/AlineLessaRemix

Com mais de 10 anos de carreira, shows em palcos importantes do Brasil e do exterior e dois álbuns solo, Aline é múltipla – indie rock, música eletrônica, música latina e jazz se encontram em suas composições desde que iniciou sua carreira após se despedir da banda Tipo Uísque. Com o grupo, chegou a se apresentar no Lollapalooza Brasil e no festival americano South by Southwest. Em 2017, ela lançou o confessional disco “Hoje Falo Por Mim”, com produção de Domenico Lancellotti via gravadora Biscoito Fino. O álbum é um registro feminino e livre das desilusões do amor e da vida adulta, contadas com franqueza e um bom humor único até em seus momentos mais tristes.

“Muitas letras minhas, inclusive dessa faixa, são autobiográficas e tem um quê de cinismo. Trato de assuntos que passam batidos quando o eu-lírico é um homem. Acho que o caráter feminista da composição está exatamente nessa ótica não óbvia de se discutir a posição da mulher, pois não me coloco como uma mulher forte e indefectível, mas como um ser humano cheio de desejos, impulsos e deslizes”, conta Aline.

No clipe, a atriz Tainá Medina surge como alter-ego de Aline, confundindo quem assiste ao vídeo até o final, brincando com os conceitos de realidade e imaginação. A inspiração para a releitura brega já estava presente desde a composição da faixa, pensada originalmente para ter um clima melodramático. Mas foi só quando Lessa conheceu o multi instrumentista e produtor pessoense ChicoCorrea – guitarrista da banda Seu Pereira e Coletivo 401 – que a faixa ganhou esses novos contornos.

“Amei o resultado e quis fazer um clipe com a remix. Sou filha de paraense e apaixonada por Belém do Pará. Apesar do meu som no geral ter uma pegada um pouco mais fria, tudo que me remete àquela terra me dá uma sensação de nostalgia e pertencimento. Quis mostrar esse meu outro lado”, conta ela.

A nova versão da faixa está disponível como single em todas as plataformas de streamings através da gravadora Biscoito Fino.

Veja “Não foi por mal”: https://youtu.be/3G3ikuCcBAI

Ouça a faixa nos streamings: http://bit.ly/AlineLessaRemix

Ficha técnica

Música:

Guitarras: Bem Gil/Elisio Freitas

Baixo: Pablo Arruda

Técnico de som: Leo Shogum

Remix produzido por: ChicoCorrea (sintetizadores, drum machine e programações)

Mixado no estúdio Peixe Boi por: Marcelo Macedo

Masterizado por: Pedro Garcia

Vídeo:

Direção: Dudu Mafra

Direção de arte: Vitor Jobim

Figurino: Camila Morais e Luiza Romar

Maquiagem: Flor de Lótus

Produção: Mari Bittencourt

Atriz: Tainá Medina

Letra

Eu nunca quis te machucar

Você bem sabe que eu sou louca

De vontade de te atormentar

E de beijar a sua boca

Até que então eu vire um caco de vidro perdido na areia do seu olhar

Sem dizer se é hoje ou depois de amanhã

Que o sangue vai derramar

Não quero mais te machucar

Não vou voltar de madrugada

Vou dar um tempo na cachaça

Na preguiça e na pirraça

Vou dar um jeito no meu jeito de ser

Vou dormir cedo, ver TV

Na minha cama deito eu, só eu

Você

Eu vacilei

Mais de uma vez, eu sei

Mas não foi por mal, amor

Foi só por falta de dor

Sound Bullet lança clipe “Atlas”, gravado no Canadá

A Sound Bullet dá continuidade ao ciclo de seu álbum “Terreno”, lançado em 2017 pela Sagitta Records, com o clipe para o single “Atlas”. Traduzindo a sensação de não-pertencimento da letra, a lente acompanha a realidade de um imigrante ocupando o espaço público em um país que lhe é estranho. O vídeo foi gravado em Vancouver, no Canadá, e tem roteiro, direção e edição de Lucas Bellator.

Assista a “Atlas”: https://youtu.be/os0qHtO-8xI

Com o clipe, a Sound Bullet começa o fim do ciclo de “Terreno”, disco que completou um ano em setembro. Neste período, a banda venceu o concurso EDP Live Bands, o que lhe garantiu um show no festival NOS Alive, em Portugal, além do contrato de um álbum com a Sony Music.

Enquanto pensam no sucessor de “Terreno”, os integrantes contaram com a parceria de Lucas Bellator, com quem já haviam colaborado em outros vídeos, para dar vida à interpretação visual de “Atlas”. Assim, toda a concepção foi realizada à distância, em uma ponte entre Rio de Janeiro e Vancouver feita via mensagens de texto, conferências online e e-mails.

Veja Sound Bullet no NOS Alive: https://youtu.be/WDjmKzw2Kc0

“A gente queria que o diretor, que estava passando uns tempos no Canadá, fizesse uma leitura sobre a música e usasse da forma que lhe conviesse a ideia da canção. Ele roteirizou essa história de um homem passando um final de semana na cidade, onde eventualmente coisas dão certo, coisas dão errado. Apesar de sair agora, esse clipe começou a ser pensado no final de 2017. Nós somos músicos, damos nossas pinceladas em outros ramos artísticos, mas não temos a pretensão de escrever um roteiro ou formular ideia profundas para um vídeo. Ter alguém como o Lucas que possa entender nossos anseios, ao mesmo tempo que interpreta da maneira que quiser a nossa música para a partir daí construirmos juntos o clipe, é bem divertido”, reflete o vocalista e guitarrista Guilherme Gonzalez.

Sound Bullet (Foto por Pedro Guarilha)

Ao lado dele, a Sound Bullet é formada por Fred Mattos (baixo), Rodrigo Tak-ming (guitarra), Henrique Wuensch (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria). Além de “Terreno”, que contou com a produção de Patrick Laplan (Rodox, Planar), os músicos trazem no currículo o EP “Ninguém está sozinho”, produzido por Diogo Strausz (Alice Caymmi, Castello Branco), e o single “When It Goes Wrong”, gravado no projeto Converse Rubber Tracks e que já soma mais de 800 mil audições apenas no Spotify.

Veja o clipe de “Amanheci”: https://youtu.be/9hUbMaHGE6A

Confira “Em Um Mundo de Milhões de Buscas”: https://youtu.be/8m-L81uDirw

“Atlas” é o terceiro clipe oficial do disco – juntamente de “Amanheci” e “Em um mundo de milhões de buscas” – e mais um exemplo de colaboração de peso da Sound Bullet, que conta com Aline Lessa nos vocais. Agora, a banda mira no futuro ao se preparar para a pré-produção de seu próximo disco de estúdio, que será lançado pela Sony Music Brasil.

Assista a “Atlas”: https://youtu.be/os0qHtO-8xI

Ouça “Terreno”: http://bit.ly/SoundBulletTerreno

Ficha técnica:

Direção e roteiro – Lucas Bellator

Produção – Silva Home Movies

Assistência de Fotografia/Edição – Jaqueline Packowski

Elenco – Ze Vicente, Ronan Ashbury, Viviane Chiamulera, Bruno Lima, Lucas Bellator

Cenas internas gravadas no Seabus, Vancouver Public Library, Browns Crafthouse, Three Brits Public House

Cenas externas – Downtown Vancouver e arredores

Sound Bullet – Atlas

Enquanto eu finjo que não sei

Meu corpo tende a me entregar

Eu não pertenço a esse lugar

Enquanto evito perceber

Ainda incomoda o sussurrar

São vozes a me vigiar

Eu não sei de onde vem

Escuridão me fez refém

Suportar o que me ancora ao vão

É me esquivar do que me deixa são

Já não consigo me esconder

Pessoas tentam me entregar

E assim me forço a concordar

Eu já não finjo que não sei

Meu corpo tende a aceitar

O meu manto e seu pesar

Suportar o que me ancora ao vão

É me esquivar do que me deixa são

Nome forte da cena indie carioca, Sound Bullet lança disco de estreia

O papel de cada um na busca de uma sociedade melhor, empatia, as responsabilidades da vida adulta e as relações interpessoais e fraternais na vida urbana. É mirando em temas tão complexos que a Sound Bullet apresenta “Terreno”, seu álbum de estreia. O disco está disponível nas principais plataformas de música digital via Sagitta Records.

Ouça “Terreno”: http://bit.ly/TerrenoSBSpotify

Após o bem sucedido EP “Ninguém está sozinho” (2013), a banda formada por Guilherme Gonzalez (guitarra e voz), Fred Mattos (contrabaixo e voz), Henrique Wuensch (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria) ganhou destaque com o single “When It Goes Wrong”. Gravada no Converse Rubber Tracks, a música foi escolhida como representante mundial do projeto, alavancando a banda para centenas de milhares de plays no Spotify. Foi uma época em que a Sound Bullet redefiniu sua identidade e tudo isso está visível em “Terreno”.

“Nesses últimos anos vivemos uma nova fase, de maior liberdade dentro da nossa proposta musical, e fomos ousando cada vez mais pra fazer um disco que nos satisfizesse. ‘Terreno’ é o resultado disso. E dentro desse caminho, ele conta uma história sobre humanidade, falibilidade, medo, coragem e alegria”, conta Fred Mattos.

Veja o clipe de “Amanheci”: https://youtu.be/9hUbMaHGE6A

E a banda fez isso misturando o indie rock com levadas de math rock e caminhos que culminam em levadas de metais inspiradas em música latina. “Terreno” começa já colocando o ouvinte no meio de uma explosão rítmica em “Incorporar” até chegar no em “Amanheci”, primeira música do disco a ganhar clipe.  “Em um mundo de milhões de busca” e “O Vazio que Habitamos (está dentro de nós)” são exemplos de experimentação rítmica em prol da melodia. O disco traz a participação da cantora Aline Lessa nas faixas “O Que Me Prende?” e “Atlas” e teve produção de Patrick Laplan (Eskimo, Rodox). A mixagem do álbum foi feita por Pedro Garcia e a masterização foi feita no Hanzsek Audio, em Seattle (EUA).

“O Patrick entendeu muito bem a proposta, deu suas percepções, ampliou as nossas, puxou nossas orelhas, nos ajudou a escolher o que seria melhor pra nossa obra. Sem ele, o disco não seria da forma como é. Somos muito gratos por esse trabalho”, conta Fred.

Sound Bullet (crédito: Pedro Arantes)

A inspiração das letras veio da ficção científica, e seu modo como reflete a humanidade sob um olhar externo. A dualidade que o nome do disco sugere aponta isso: uma banda voando alto sem perder o contato com o chão.

Assista o lyric video “O que me prende?” com Aline Lessa: http://bit.ly/OQMPYouTube

“Em todo o processo de criação do álbum, nós queríamos falar sobre temas mais complexos, de um ponto de vista que às vezes não é abordado. Essa parte do processo de criação foi muito interessante para nós, por nos colocar em situações diferentes e tentar dialogar com cada vez mais pessoas. No fundo, estamos falando de empatia. Nos colocamos em lugares diferentes para entender não só os outros, mas também a nós mesmos”, conclui o vocalista Guilherme Gonzalez.

Ouça Terreno:

Spotify: http://bit.ly/TerrenoSBSpotify

Deezer: http://bit.ly/TerrenoSBDeezer

iTunes: http://bit.ly/TerrenoSBApple

YouTube: http://bit.ly/TerrenoSBYT

Google Play: http://bit.ly/TerrenoSBGoogle

Soundcloud: http://bit.ly/TerrenoSBSC

BandCamp: http://bit.ly/TerrenoSBBC

 

Faixa-a-faixa por Guilherme Gonzalez:

Incorporar

Essa é uma canção muito divertida de tocar, mas foi bem difícil de acertar por conta dos compassos diferentes dela. Teoricamente, é a nossa canção que não possui 4/4, mas é a forma que escrevemos apenas. As pessoas podem enxergar de forma diferente.

Amanheci

O segundo single do CD, primeiro clipe, é também a primeira música composta integralmente com o Henrique na banda. Um fato curioso é que ela surgiu de um estudo de harmonia que fiz usando um livro, sobre harmonia no jazz, do Fred.

Em um mundo de milhões de buscas

Uma das primeiras ideias pro disco, mas demorou a ganhar forma. É nosso elo entre o que fizemos em When It Goes Wrong e o momento que estamos agora. Talvez seja uma das letras mais alegres que nós temos. Espero que consigamos passar esse sentimento para as pessoas com ela. Como diria um review que tivemos do nosso EP e que se encaixa nessa faixa, é uma música “para escuchar optimismo”.

Atlas

Se a anterior tem essa aura de otimismo e felicidade, Atlas trata de uma questão diferente. É bem óbvia, pra falar a verdade, então, quem ouvir vai saber. Nossa, e como tem reverb. Nunca usamos tanto um space echo.

Esquece

Esquece tem partes integralmente tocadas em um iPad. Além disso, foi a primeira música que escrevemos juntos em ensaios e me parece uma evolução de Ninguém Está Sozinho.

O que me Prende?

O que me prende? é a pioneira do CD em muitos quesitos: foi provavelmente a primeira ideia composta que acabou no CD, além de ser nosso primeiro single do álbum e também a primeira música do CD que a gente tocou ao vivo. Apresentamos essa faixa constantemente. A letra dela foi inspirada pelos casos de pessoas sofrendo ataques nas ruas, pessoas sendo apedrejadas por homofobia, por exemplo.

Doxa

Doxa talvez seja a canção mais pesada do disco em termos de instrumentação, já que a afinação é Drop D, usamos guitarra barítona e a linha de baixo é quase toda na quinta corda. A letra fala sobre como um senso comum de uma sociedade é pertencente somente a ela e naquele espaço de tempo específico. O Henrique diz que se trata sobre a efemeridade de um discurso.

Terreno Pt. 1: Extemporânea e Terreno Pt. 2: Quando você voltar

Duas canções que, na verdade, são uma só. Terreno pt: 1 e 2 são uma obra só com dois momentos distintos. Uma curiosidade é que a voz e a guitarra do Henrique nessa música foram gravadas ao mesmo tempo sem metrônomo.

Humano

Essa canção parece que foi escrita para se tocar com guitarra barítona, fuzz e oitavador. Ela foi uma das ideias iniciais pro CD que foram sendo postergadas. Inicialmente, era em 5/4, mas foi sendo adaptada para uma melodia com uma métrica mais padronizada.

O Vazio que Habitamos (está dentro de nós)

Se O que me Prende  é meio pioneira, O Vazio é retardatária: última letra, último instrumental e última a ficar pronta. É uma música que gostamos muito e é a canção de maior duração do nosso catálogo (não que ele seja muito grande). Curtimos muito nela o fato de ser composta por dois momentos distintos, sendo que o segundo tem um quê de eterno retorno no ciclo.