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Arthus Fochi retoma projeto colaborativo Ano Sabático no single “Fantasma”

O projeto Ano Sabático, que traz encontros do cantor e compositor Arthus Fochi ao lado de parceiros musicais da nova cena brasileira e da América Latina, volta com o single “Fantasma”. Na nova canção, ele conta com a participação do multiartista pernambucano Tyaro. A faixa chega com um clipe e está disponível nas plataformas de música digital.

Assista a “Fantasma”: https://youtu.be/sASDeGll58w

Ouça “Fantasma”: http://smarturl.it/ArthusFochiFantasma

O projeto Ano Sabático visa a unir diversos artistas diferentes com o trabalho de Arthus em singles que formarão um álbum. Entre os convidados, nomes como Chico Chico, Julia Vargas, Qinho, Ana Frango Elétrico, Juliana Linhares (Pietá) e o cantor venezuelano José Delgado. “Fantasma” retoma os lançamentos do projeto, que acontecem desde 2018. Nela, Fochi se une a Tyaro. Nascido em Pernambuco e criado no Rio de Janeiro, ele ganhou notoriedade com Rio Maracatu, Grupo Maracutaia, Renascimento e Agytoê. A composição foi inspirada em uma história real.

“Um dia acordei sozinho mas tinha ido dormir acompanhado. Acabei escrevendo essa música na mesma manhã. Ela fala dessas relações amorosas fugazes, que você não entende se começou ou se acabou, quando se duvida da realidade. Nessa gravação fiquei muito feliz com a participação do Scott Hill, amigo e grande saxofonista que admiro muito. Ele trouxe efeitos e um naipe de sax alto que deu a ambiência que queria pra música”, explica Arthus.

Em 2017, Arthus Fochi lançou o álbum “Suvaco do Mundo”, que atesta a sua habilidade enquanto letrista e intérprete, tanto no violão quanto no vocal. Desde 2007, ele investiga sons e ritmos sul-americanos efetuados em residências artísticas em vários países. Essa busca ganhou contornos profissionais com Cantores del Mundo, selo cedido a ele em 2015 por Tita Parra, neta da folclorista icônica Violeta Parra. Hoje, a gravadora é gerida por Fochi com o produtor musical Guilherme Marques, e estende sua atuação por meio de parcerias no Uruguai, Argentina e Venezuela.

O vídeo para “Fantasma” foi dirigido por João F Maciel; a mixagem e masterização ficaram por conta do Estúdio Frigideira e Gui Marques. A faixa está disponível em todas as plataformas de streaming.

Assista a “Fantasma”: https://youtu.be/sASDeGll58w

Ouça “Fantasma”: http://smarturl.it/ArthusFochiFantasma

Ficha Técnica:

Violão e voz – Arthus Fochi

Participação – Tyaro

Bateria – Gabriel Barbosa

Baixo synth e teclas – Guilherme Marques

Mixagem e masterização – Guilherme Marques

Sax soprano e sax alto – Scott Hill

Direção audiovisual – João F Maciel

Letra:

Não repare, não

Na ressaca da minha vista

Quando acordo sem você, querer

Não repare, não

Se pareço ou sou maluco

Tanta coisa por dizer, querer

Não seja esse fantasma

A coisa mais linda da madrugada

Sim, eu reparei

Na segunda vez que nós dormimos

eu estava por dizer : amo você

Eu disse baixinho,

e o vento levou teu amor

pra outro dia.

Depois, depois que já era

em mim fantasma, querer.

Compositor Bernardo Valença lança carreira musical com single “Dó”

No vocal, Bernardo Valença é um artista completo. Ator na linha do teatro físico, da mímica moderna, poeta e declamador, ele dá o pontapé em sua carreira musical solo com o single e clipe “Dó”. A faixa é um lançamento do selo Cantores Del Mundo.

Ouça “Dó”: http://smarturl.it/BernardoValencaDo

Assista a “Dó”: https://youtu.be/30YQfSIvL6A

Bernardo vem do Recife, é íntimo da região do Agreste e Sertão do Pajeú, berço da poesia oral dos cantadores. Sua família é de artistas, seu bisavô Orestes Valença declamava glosas, seu tio Alceu Valença é uma referência próxima. Bernardo chegou a estudar mímica moderna e teatro físico no Equador, o que lhe confere força e poética como intérprete.

Hoje, aos 28 anos, acumula uma longa relação com os versos. O primeiro livro de poesia veio aos 12 anos, chama-se “De Mãos Dadas Com a Vida”. Aos 17, Bernardo lançou “Onomatopéia do Silêncio”, publicado pela editora Bagaço de Pernambuco. Três anos depois, de forma independente, lança o livro “Lá no Alto a Pipa Vermelha Tentava Empinar o Menino no Chão”.

Nos últimos anos, se destacou nos palcos com peças como “O Processo” (2015), no Teatro Eva Herz, “Pela Família” (2016), no Microteatro do Castelinho do Flamengo e “O Ateneu” (2018), no Teatro Oi Casa Grande. Seu trabalho mais recente foi na TV, onde participou da terceira temporada na série Magnífica 70, da HBO, interpretando o personagem Jesus. Além da dramaturgia, a experiência com os palcos vem de longa data, com projetos e bandas de rock na adolescência que se destacaram na cena nordestina a ponto de se apresentar em palcos como o do Abril Pro Rock e do Festival de Inverno de Garanhuns e ganhar espaço na programação da MTV.

Bernardo Valença (Crédito Beto Eiras)

“Dó” é um exemplo de como funcionam as composições de Bernardo, a paixão pelo jogo de palavras: a faixa é uma coleção de monossílabos. Sua letra foi editada no 7° caderno de poesias do CEP 20000, publicação do sarau que acontece no Teatro Sérgio Porto, no Rio de Janeiro. O arranjo é dele e de Arthus Fochi, um dos organizadores do selo Cantores Del Mundo. Fochi também assina os violões nessa gravação. A faixa conta com o basseto acústico de Pablo Arruda, fazendo contraponto com a rabeca regional de Rodrigo Biscoito, marcada pela suavidade da bateria de Gabriel Barbosa. O clipe foi dirigido pelo próprio Bernardo e tem fotografia de Guilherme Tostes. Nele, o artista cria um jogo de imagens com dedos dançando e múltiplas exposições.

Esse primeiro single chega às plataformas através da Cantores Del Mundo. Com o objetivo de criar uma música comum latino americana, o selo foi fundado por Tita Parra, neta da lendária Violeta Parra. O selo está sendo consolidado com a direção de Arthus Fochi e do produtor musical Guilherme Marques.

Ouça “Dó”: http://smarturl.it/BernardoValencaDo

Assista a “Dó”: https://youtu.be/30YQfSIvL6A

Letra

Dó – Bernardo Valença

já se vê

a luz do sol

mal sai lá vai no chão

das mãos aos pés

e vens pra cá

com um ar

de quem

não lê

ou crê

tão só

em si

sei bem

o que quer

me diz

ai

ai

é sim

tu já nem tens dó de mim

já se vê

a luz do sol

deu nós nos dois

e pôs um gás no mês

há gris no triz do breu

tua tez

qual flor sem cais

de vez foi rir

dez mil

graus ou mais

eu vi

ai ai é sim

tu já nem tens dó de mim

Siga Bernardo Valença: https://www.facebook.com/eibernardovalenca

Dulcineia Enferrujada celebra a liberdade no novo single “Deixa Colorir”

Após chamar atenção com o single de estreia, “Mergulho”, o duo carioca Dulcineia Enferrujada continua celebrando a diversidade e os ilimitados caminhos possíveis com a nova canção, “Deixa Colorir”. A composição traz outros horizontes e amplia os olhares sobre nossas escolhas e decisões, refletindo sobre desejos e sonhos reprimidos por receio de opiniões alheias. O single já está disponível nas principais plataformas de streaming, por meio do selo Cantores del Mundo.

Ouça “Deixa Colorir”: smarturl.it/DeixaColorirSingle

Antecipando seu primeiro álbum de estúdio, a ser lançado ainda este ano, Gabriel Alyrio e Tiago Tortora são uma dupla há 12 anos. O relacionamento amoroso e musical vai ganhar forma em Dulcineia Enferrujada, projeto que engloba raízes da MPB com a vivência de cinco anos na Suíça. Essa bagagem está presente em “Mergulho”, que mostra as preocupações de quem retorna a um lar envolto por crise política e econômica. Já “Deixa Colorir” traz a leveza de quem se permite viver no momento, sem se preocupar em atrair olhares por ser quem é. Para isso, trouxeram sua própria experiência como um casal homossexual, indo na direção contrária do conservadorismo que tem guiado a pauta de direitos humanos. Ao preconceito, Tiago e Gabriel respondem abraçando as diferenças e celebrando as mais diversas cores e amores.

“Essa música é sobre a liberdade pessoal, sobre deixar colorir a vida com novos pontos de vista e de não assumir nada como fixo, já que tudo é transitório, até as visões do que é possível e impossível. Sobre deixar acontecer o que no fundo queremos que aconteça e que muitas vezes nos impedimos por medo ou por algum conceito em nossa cabeça. Fala sobre deixar ser quem se é, abrir a alma para aceitar as diferenças e assim conseguir compreender um pouco mais sobre esse mundo complexo, ter mais compaixão com a vida e não ter problemas em mudar de ideia. Estamos evoluindo o tempo todo, mudando aqui e ali o que pensamos sobre as coisas e como reconhecemos o mundo. Trata também da dualidade da verdade, como o que reconhecemos como certo e errado, bom e ruim, depende do nosso ponto de vista e são apenas variações de uma mesma escala”, revela o duo.

Dulcineia Enferrujada – Deixa Colorir 2 – Divulgacao

Para dar vida a essa reflexão, a produção musical, assinada por Guilherme Marques (Qinho, BEL e Biltre), comanda um time de peso da cena carioca: além de dividir o vocal com Tiago, Gabriel toca flauta transversa, enquanto a guitarra suingada de Diogo Sili se encontra com a bateria de Lourenço Vasconcellos. O próprio Marques assina baixo synth, teclado e base eletrônica. Esse encontro de diferentes influências é um caldeirão que dará forma à musicalidade plural de Dulcineia Enferrujada. O nome vem da música de Tom Zé, “Dulcineia Popular Brasileira”, e da personagem fictícia Dulcineia, do romance Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, explicitando as diferentes veias criativas que impulsionam o trabalho do duo.

O álbum de estreia criará um arco cronológico que irá contar a história desses mais de 10 anos de união. As canções atravessam as memórias dos dois desde o início da relação, conhecendo um ao outro e desbravando experiências, a mudança para a Suíça, onde viveram entre o sonho e a realidade, a saudade e a interdependência e, finalmente, a volta ao Brasil e o entender-se artista num cenário cada vez mais adverso para a cultura e para a comunidade LGBTQIA+.

O produtor Guilherme Marques, junto do cantor, compositor e pesquisador musical Arthus Fochi, gere o selo Cantores Del Mundo. Cedido a Fochi em 2015 por Tita Parra, neta de Violeta Parra, busca unir a sonoridade brasileira com a de países vizinhos, promovendo um intercâmbio de culturas e instrumentos que já têm muito em comum. O selo lançará o álbum do Dulcineia Enferrujada em 2019.

Ouça “Deixa Colorir”: smarturl.it/DeixaColorirSingle

Ficha técnica:

Direção geral e de projeto: Areia Produções Musicais

Direção artística: Caio Riscado

Produção musical: Guilherme Marques

Single:

Voz: Dulcineia Enferrujada (Tiago Tortora e Gabriel Alyrio)

Guitarra: Diogo Sili

Bateria: Lourenço Vasconcellos

Flauta Transversa: Gabriel Alyrio

Arranjos, base eletrônica, teclado e baixo synth: Guilherme Marques

Fotos: Elisa Mendes

Figurino das fotos: Nathália Gastim

Make das fotos: Tainá Lasmar

Design gráfico: Ana Bolshaw

Letra

Deixa Colorir

(Tiago Tortora)

Minhas palavras cantam você

Cantam o que eu não posso ter

Você aí do seu lado

Me olhando desconfiado

Não fico mais abalado

Não fico mais abalado, não

Destinos traçados pra se embaralhar

Contas feitas pra não bater

Histórias contadas sem nenhum final

Olhares que denunciam já não sei o quê

Deixa ser colorido

Navegue na contramão

Alargue a alma

Se banhe em contradição

A impossibilidade disso existir

E o fato real de estar tudo acontecendo

No presente o tempo

No telhado a chuva

O desejo de encostar minha barriga na tua

A barreira invisível

A vontade de intimidade

O toque ralentado de quem quer se conhecer

A coragem de deixar acontecer

Deixa ser colorido

Navegue na contramão

Alargue a alma

Se banhe em contradição

Só da contradição nasce a verdade

E a verdade é tudo que tem

no mínimo dois pontos de vista

E a vida são esses pontos

Neurônios, estrelas e constelações

Estrelas e constelações