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Puppi lança vídeo gravado ao vivo no topo de um prédio no Rio de Janeiro

É cara a cara com o Pão de Açúcar que o violoncelista italiano Federico Puppi recria, ao vivo, a faixa “Em Direção Obstinada e Contrária” em seu mais novo vídeo. Presente no álbum “Marinheiro de Terra Firme”, seu segundo da carreira e lançado este ano, a música quase transforma o cello elétrico em uma guitarra, interagindo com os beats eletrônicos criados pelo músico, sua própria banda-de-um-homem-só.

Assista a “Em direção obstinada e contrária: https://youtu.be/ji19_sEGIow

Nada melhor do que interpretar, de cima de 17 andares de um prédio em Botafogo, no Rio de Janeiro, a sensação de liberdade tão presente na música que marca o lado B, o início de uma jornada mais profunda para o Marinheiro do disco. O título da composição, derivado de uma canção de Fabrizio de André“Smisurata Preghiera”, traduzida como “Reza Infinita” -, remete à busca, à vontade de ir além. Tanto que, nesse mesmo espírito, Puppi alia as batidas do drum n’ bass a um sample de ninguém menos que Beethoven.

“Em direção obstinada e contrária é subir o rio contracorrente. Ir na contramão. A força da descoberta, da liberdade de ir contra. O próprio título é uma citação de um verso da música de Fabrizio de André, que faz parte do seu último álbum, ‘Anime Salve’. Essa música nasceu de um fragmento de Beethoven, da Ouverture do Coriolano, que ‘sampleei’ e daí foi nascendo o resto. Beethoven e drum n’ bass, a mistura de dois elementos aparentemente tão distantes”, reflete Puppi.

Para dar forma a essa criação inusitada, o instrumentista conta com a ajuda de colaboradores igualmente dispostos a pensar fora da caixa. Foi o caso do clipe de “Ciranda dos Náufragos”. O vídeo dirigido, filmado e editado por Almir Chiaratti dá nova amplitude à imagem de Puppi. Exibida nos prédios, ela representa a figura do expatriado, que está em todo lugar – ainda que não seja notado.

Assista ao clipe “Ciranda dos Náufragos”: https://youtu.be/HTqcJ36RWI0

Na faixa “Em direção obstinada e contrária”, o músico dá continuidade a essa poética. Aqui, o Marinheiro urbano apresentado na primeira parte ressurge em meio aos prédios do Rio de Janeiro, cidade que acolheu Puppi quando decidiu se mudar para o Brasil. Agora, porém, ele tem um novo olhar e horizonte, guiados pelas lentes do diretor André Hawk, da Meduzza Filmes.

“Um Marinheiro urbano que aparece nos prédios da cidade, que pode estar em qualquer lugar, pode ser qualquer um. Assim comecei a imaginar este vídeo, colocar o marinheiro fisicamente em cima de um prédio que pudesse expor a urbanidade, o concreto e ao mesmo tempo um horizonte natural amplo e maior. Quando chegamos lá em cima, nos demos conta da altura real dos 17 andares, sem qualquer parapeito. Isso dá uma tremedeira nas pernas imediata, o espaço parecia minúsculo e parecia impossível conseguir gravar. Depois de um tempo de aclimatação, começamos a ficar acostumados com aquela situação e o espaço começou a nos parecer um pouco mais confortável. Fizemos alguns takes até achar o certo, sem olhar muito pra baixo e sempre nos lembrando de ficar longe da borda. Virou um ballet entre câmera, assistente, foco e violoncelo no topo do Rio de Janeiro”, recorda Puppi.

Para recriar a música ao vivo, ele reproduziu o formato que utiliza em seus shows: cello elétrico e Ableton Live, controlado através de uma pedaleira. A mescla de homem-máquina é uma constante em suas apresentações por abrir possibilidades ilimitadas. Dono de uma técnica refinada e uma vontade incontrolável de se reinventar, o artista reúne influências que vão do clássico ao jazz passando pelo punk rock. No Rio desde 2013, seu trabalho mais reconhecido é o disco “Guelã”, de Maria Gadú, que co-produziu com a artista. Tido pela crítica especializada como um marco na carreira de Gadú, o álbum foi indicado ao Grammy Latino.

Em 2015, ele lançou “Canto da Madeira”, seu elogiado disco de estreia, que ficou entre os melhores do ano na lista do conceituado site Embrulhador. Três anos depois, preparou seu mergulho mais profundo, lançando “Marinheiro de Terra Firme”, um álbum onde une os sons de seu cello com forte pegada eletrônica inspirada pelo hip hop, o jazz contemporâneo nova-iorquino e o rock psicodélico. O disco é um ponto de virada na carreira de Puppi, que contou com a participação especial de Milton Nascimento e recentemente passou pela Itália com a turnê desse trabalho. Ele segue divulgando o álbum também circulando pelas cidades brasileiras.

Assista a “Em direção obstinada e contrária”: https://youtu.be/ji19_sEGIow

Ouça “Marinheiro de Terra Firme”: http://bit.ly/PuppiMDTF

Ficha técnica:

Direção e Câmera: André Hawk

Assistente de câmera: Bruno Polo

Edição: JP Rodrigues

Idealização: Puppi e André Hawk

Almir Chiaratti recria single “Triz” em vídeo acústico com Puppi

A canção “Triz”, lançada pelo cantor e compositor Almir Chiaratti em 2017, ganha novos contornos em um vídeo acústico. Ao lado do violoncelista italiano Federico Puppi, Almir interpreta a música em um formato mais orgânico, onde as cordas assumem o protagonismo do arranjo.

Assista “Triz”: https://youtu.be/vykHlnXamJU

Ouça “Triz”: http://bit.ly/TrizSpotify

Lançada nos serviços de streaming pelo selo Sagitta Records – somando quase 80 mil audições, apenas no Spotify -, a gravação original de “Triz” apresenta um arranjo encorpado, com o próprio Almir na guitarra, Anderson Ferreira no teclado, Barbanjo Reis na bateria e Leonardo Contreiras e Pedro Moragas no contrabaixo acústico e já trazendo Puppi no violoncelo. Retomando essa parceria nas cordas, os dois músicos mostram um lado mais intimista da canção, mas sem abrir mão do peso inerente à letra, que versa sobre dizer adeus a um amor.

Instrumentista versátil, Puppi entrega novas camadas de dramaticidade à música. Deixando de lado o cello elétrico, que o acompanha na turnê nacional e internacional do elogiado álbum “Marinheiro de Terra Firme” (Sagitta Records, 2018), o músico se divide entre tocar com e sem o arco, dedilhando o violoncelo acústico como um contrabaixo.

Ouça “Marinheiro de Terra Firme”: http://bit.ly/PuppiMDTF

Já Almir retorna ao violão que o acompanhou por boa parte de seu primeiro trabalho, “Bastidores do Sorriso”. O artista se prepara para lançar um novo álbum em breve e, além de “Triz”, já liberou também o single “Bloco Triste”. A gravação vai acontecer ao longo do segundo semestre e será comandada pelo próprio Puppi, atuando como produtor do disco.

Ouça o álbum “Bastidores do Sorriso”: http://bit.ly/BastidoresdoSorrisoSpotify

Ouça o single “Bloco Triste”: http://bit.ly/AlmirBlocoTriste

“Nossa ideia é deslocar os holofotes para o cotidiano, tanto na temáticas das canções quanto nos sons concretos que usaremos, unindo os arranjos à música eletrônica, seguindo a linha do último disco do Puppi. Cada música terá um universo próprio de sonoridades, que vão de chuveiros elétricos a portões, torneiras, latidos, carros, furadeiras entre outros elementos que trarão essa paisagem urbana para o palco. É um processo muito interessante unir o sound design, que estudei quando aluno e profissional de cinema, aos meus estudos de canção e de música hoje no meu trabalho artístico”, adianta Almir.

O vídeo de “Triz” teve som gravado por Rodrigo Miguez, que também captou as imagens ao lado de Zéca Vieira.

Assista “Triz”: https://youtu.be/vykHlnXamJU

Ouça “Triz”: http://bit.ly/TrizSpotify

 

Ficha técnica:

 

Som Gravado por Rodrigo Miguez

Imagens de Zéca Vieira e Rodrigo Miguez

Edição e Mixagem – Almir Chiaratti

 

Puppi revela capa de disco e lança novo single

Unir influências e transformar em algo completamente novo. Esse é o dom de Federico Puppi, violoncelista, produtor e compositor italiano radicado no Brasil. Em uma nova fase da carreira, ele anuncia a capa do disco “Marinheiro de Terra Firme”, e também divulga o single “Em Direção Obstinada e Contrária”. Na canção ele une sample de Beethoven ao beat do drum ‘n bass, resultando em uma música que balança como ondas violentas do mar.

Ouça “Em Direção Obstinada e Contrária”: https://youtu.be/ieNw0wUR4i8

O conceito da capa surgiu em parceria com o artista plástico italiano Alain Joly. A ideia é que as baleias são os maiores marinheiros do planeta, navegando longas distâncias, como se vivessem a dar voltas ao mundo. Na ilustração, o universo cabe dentro do navegante, como se toda a experiência da viagem tivesse se construído como um planeta dentro deste marinheiro incansável.

“A baleia é como um vaso que vai se preenche do que encontra, até transformar-se no mundo. O viajante, o marinheiro da terra firme é um vaso que se completa com os encontros que ele vive durante a sua viagem. Imagina a capa ao contrário: a baleia branca no meio do universo, essa é a situação pré-viagem. No fim da viagem, é o que vemos na capa, após todo o percurso do viajante”, explica Puppi.

E foi essa mesma trajetória de absorção que o levou a unir o erudito e o eletrônico. Trata-se de um trabalho de pesquisa musical que ele começou há cerca de uma década e resultou na faixa “Em Direção Obstinada e Contrária”. Foi na busca de novos caminhos sonoros que o violoncelista criou som com o computador.

Puppi (crédito: Bidi Bujnowski)

“Me interessa muito a relação entre sons acústicos e sons eletrônicos. Tem uma entrevista do Miles Davis em que ele conta que os sons do mundo mudam a nossa percepção da música. Não tem como essa mudança do som do mundo não permear, não influenciar a estética musical. Como vivemos em um mundo cada vez mais eletrônico, conectado, sintetizado, temos uma disposição muito grande para a linguagem eletrônica. Do toque de celular, até a trilha sonora de um filme, todos esses sons eu quero que entrem no meu trabalho. Gosto muito dessa convergência”, analisa.

A mistura aconteceu na melodia e também na letra. O título da canção faz referência à música “Smisurata Preghiera”, do italiano Fabrizio de Andrè, que em tradução livre significa reza infinita. A música italiana fala de ir ao encontro, caminhar na contramão, ir contra um sistema. Como se no meio de uma multidão que anda para algum lugar, o sujeito se mantivesse obstinado em ir na direção contrária, como explica Puppi: “Pra mim ela representa essa força de ir contra as coisas que a gente não aceita. Ao mesmo tempo é a força de se impor contra o seu próprio pensamento. É uma música de liberdade”, revela.

O compositor alemão Beethoven entra nesse balaio de influências com o sample da obra Coriolan Ouverture op. 62, que é tida pela história como uma pessoa que revolucionou a sua época, indo em direção contrária do que se esperava da música erudita. É a vivacidade beethoviana que “salta aos ouvidos” de quem ouve “Em Direção Obstinada e Contrária”, mostrando que o caminho e suas experiências é tão importante quanto o fim da jornada.

“Em Direção Obstinada e Contrária” se une ao primeiro single, “Ciranda dos Náufragos”, que recentemente ganhou um clipe. O álbum de Federico Puppi será lançado em março pelo selo Sagitta Records.

Ouça “Em Direção Obstinada e Contrária”: https://youtu.be/ieNw0wUR4i8