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Katze apresenta fase mais sombria em vídeo em parceria com o rapper BFace

O projeto Katze, da beatmaker, compositora e instrumentista curitibana Katherine Finn Zander, começa a apresentar sua nova fase em “Estar Less”, single lançado como uma sessão ao vivo ao vivo no HAI STUDIO ao lado o rapper BFace. O nome da música é inspirado na faixa de onde veio o sample utilizado: “Starless”, da lendária banda de rock progressivo King Crimson. A canção apresenta novas buscas musicais inspiradas na falta de bem estar e luz interior.

Veja “Estar Less”: https://youtu.be/b3_ChofmTo8

Katze é um projeto que surgiu em 2015 como uma busca por um caminho mais próximo do R&B, eletrônico e hip hop com uma roupagem indie e alternativa pela paranaense. Katherine ganhou palcos de todo país desde 2013 com a girlband Cora, mas o rock não era suficiente. Arranjando elementos orgânicos e eletrônicos sob uma camada de batidas sampleadas, ela criou rimas com um flow sutil para tratar de um tema bem pesado, o início e o fim de um relacionamento. Comparando cada momento dessa história com uma fase da lua, a artista compôs seu primeiro EP “Moon Phases of a Relationship”, de 2017. Esse trabalho ganhou uma versão de remixes no ano passado, incluindo uma versão de BFace. Agora, Katze cria novas canções.

“Essa faixa antecipa um pouco do que será meu novo trabalho: letras em português, músicas cada vez mais sombrias, usando o contato com a dor e o próprio lado negro como ferramenta de sublimação do sofrimento… Além de parceiras com outros artistas e confirmar a entrada no selo do BFace, a Suite Music, conta Katze, que se inspira em outros artistas da label, como Inaki, Jaya, Jxtacincx e Salun.

Com um som que se aproxima ora do lo-fi, trip hop e eletrônico experimental e ora do hip hop, Katze foi procurada pelo estúdio para uma sessão e aproveitou a oportunidade para fazer uma canção com BFace.

“Nunca tinha feito um som do zero com outra pessoa. Mas foi muito fluido, a gente desembolou tudo em um dia, não tinha nada e em um dia saiu tudo! Fiquei muito maravilhada com esse processo pq geralmente eu levo dias, semanas, meses em um som”, conta a artista. “Assim como a faixa que usamos como sample, demos progressividade (risos) pra narrativa de Starless falando da nossa falta de brilho enquanto artista e nossa falta de bem estar enquanto humano”, conclui.

O novo trabalho de Katze ainda não tem previsão de lançamento, mas ainda em 2019 ela apresentará novidades.

Veja “Estar Less”: https://youtu.be/b3_ChofmTo8

Siga Katze:

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Jota Jr lança clipe “Desculpe por ser negro” pela Tudubom Records

Conhecido por seus vídeos que viralizaram na internet abordando questões sociais e políticas, Jota Jr é um trabalhador consciente. Gari e rapper, ele faz de sua vida uma bandeira na luta por mudanças sociais. Essa postura fica clara em “Desculpe por ser negro”, seu primeiro single em parceria com a Tudubom Records (Filipe Ret, MãoLee).

Confira o clipe “Desculpe por ser Negro”: https://youtu.be/qAN5iq3el4Y

Lançado no Dia da Consciência Negra, o vídeo traz uma recriação cinematográfica dos tempos da escravidão. Após uma tentativa de fuga, um dos escravos morre e acaba despertando nos dias atuais, em pleno Cais do Valongo, no centro do Rio. É quando o primeiro verso de Jota ecoa forte: “2018 e nada mudou”. Debatendo o racismo estrutural e a dívida social, a canção foi escrita a partir de um vídeo feito pelo rapper.

“Essa música surgiu a partir de um vídeo que fiz para o meu canal Fala Tu Gari, chamado ‘Mimimi’, no qual eu falo sobre a realidade diferente que é ser negro no Brasil e não ser, comparando uma formatura de uma turma de médicos que era toda de brancos com uma de garis, com todos negros. Esse vídeo me despertou para essa realidade de que precisamos falar sobre isso pois tem pessoas que realmente não conseguem entender que o Brasil é um país racista”, conta Jota.

O vídeo citado por ele é um dos vários que viralizaram nas redes sociais, chegando num total de dezenas de milhões de visualizações, sempre com uma linguagem direta, dialogando com o povo sobre questões sérias. Pela primeira vez, Jota transpõe essas temáticas para suas composições em “Desculpe por ser negro”.

“Eu nunca fui muito de abordar temáticas sociais em minhas músicas. No rap, eu sempre tentei fazer algo mais voltado para festa. Essa faixa é importante para mim por ser uma transição artística e, ainda mais, por estar representando uma luta que vivo no dia-a-dia, contra a desigualdade racial no Brasil. Estou me sentindo, finalmente, lisonjeado com um trabalho meu”, conta ele.

Esse é o primeiro lançamento do Jota Jr com a Tudubom Records. Fundada em 2010, a Tudubom é uma banca independente de rap que conta com uma loja de artigos de street wear, um canal no YouTube e um selo fonográfico. Além do trabalho de profissionalização artística, a equipe busca consolidar uma imagem da música contemporânea e urbana carioca através do rap, unindo tons de funk e trap. Entre seus artistas mais renomados estão Filipe Ret, Mãolee, Pan Mikelan, Thiago Anezzi e projeto Coreto.

“Gravar na Tudubom foi onde me senti mais confortável nesses 10 anos onde gravo música. Estou fazendo um disco inteiro com eles e eles estão apostando muito no projeto. Sei que a cena do rap respeita muito a Tudubom e isso é algo muito importante para esse novo momento na minha carreira”, conclui Jota.

Confira o clipe “Desculpe por ser Negro”: https://youtu.be/qAN5iq3el4Y

Ficha técnica

Música: Desculpe Por Ser Negro

Composição: Jota Jr

Participação: Guercy

Produção Musical: Grupo Patuah

Mix/Master: DJ LN

Vídeo:

Produção Audiovisual @freshmindco

Direção: Luis Luix

Direção executiva: Uriel Calomeni

Produção Executiva: Renata Ferreira

Direção de Fotografia: Luis Luix

Edição e Finalização: Luis Luix

Produção: Carla Fontella/ Renato Jamessem

Assist. de Produção:Bruno Emmanuel

Assist. de Produção: Fran

Assist. de Produção: Allan Paraense

Assist. de Produção: João Tucci

Participações: @jotajr @yves.mak @guercy_axelofficiel

FRESH MIND CO®

@freshmindco

Desafios enfrentados por professores são o tema de novo clipe da rapper Vera Veronika

A rapper brasiliense Vera Veronika sempre encontrou no rap a força necessária para lutar contra tudo o que parecia injusto. Na semana do Dia do Professor, ela debate os desafios de seguir na profissão em um país onde não há investimento e valorização da educação no clipe “Profissão Perigo”. A faixa está presente no DVD comemorativo dos 25 anos de carreira da artista.

Veja “Profissão Perigo”: https://youtu.be/7A2B82Xpfss

Assista ao DVD completo: https://youtu.be/YLBIspkJVbI

A música tem produção musical de Higo Melo e colagens do DJ Chokolaty. No vídeo, a edição ficou a cargo de Alan ManoK, que mesclou imagens de Vera Veronika com as do filme de Adirley Queiroz, “Cidade é uma Só?”, retratando a realidade caótica de educadores em salas de aula com a cidade que os cerca.

“Essa música descreve o que é ser professor ou professora em uma sociedade onde a escola, lugar de aprendizado e transformação, é simplesmente cenário de sucateamento, violência e desrespeito. Vítima de um modelo educacional político social e histórico precário, o educador precisa criar força e disposição para cumprir sua missão de transformar o futuro daqueles alunos dentro da sala de aula”, explica Vera, que é mantenedora de abrigo infantil, pedagoga, empreendedora e consultora nas causas de Direitos Humanos e faz de sua arte uma busca por mudanças sociais.

Vera Veronika (Crédito: Tatiana Reis)

Essa postura e política se refletem no conteúdo do DVD “Vera Veronika 25 anos”. Com forte valorização da cultura negra e do hip hop como um todo, o projeto conta com com um show com 14 faixas e 11 clipes, que reúnem um total de 215 artistas envolvidos. A direção musical é assinada por Higo Melo e Nego Dé, responsáveis também por seu álbum “Mojubá”.

Veja “Profissão Perigo”: https://youtu.be/7A2B82Xpfss

Assista ao DVD completo: https://youtu.be/YLBIspkJVbI