Universo dos orixás e lendas africanas ganha forma em animação para clipe do Alabê KetuJazz

Universo dos orixás e lendas africanas ganha forma em animação para clipe do Alabê KetuJazz

Uma tribo sofre com escassez de mantimentos quando um caçador, desesperado, coloca sua fé em orações para seu orixá, que guia o caminho para que ele conseguisse o alimento para a tribo. Essa história é contada no clipe “Aguéré – A caça de Odé”, da banda Alabê KetuJazz, que mistura a percussão do candomblé da nação Ketu com a liberdade estilística do jazz.

Veja o clipe: https://youtu.be/36WLzwYiBVQ

A música, que conta com participação especial do saxofonista barítono Henrique Band, está no disco de estreia do projeto. Único na música brasileira, o quinteto foi fundado pelo percussionista francês radicado no Brasil, Antoine Olivier, e pelo saxofonista e compositor brasileiro Glaucus Linx, que já trabalhou com Carlinhos Brown, Elza Soares, Isaac Hayes, Salif Keita e muitos outros. O disco, produzido por Olivier e Linx, mantém os sons mais próximos dos toques sagrados em técnicas de gravação inventadas pelo músico francês. A faixa que ganhou o clipe já tinha uma narrativa inteira antes mesmo de ter sua reprodução visual.

“Na abertura, o caçador invoca os orixás para obter força e sorte, evoluindo a melodia à medida em que penetra na floresta. Ele encontra um bicho mas repara que é fêmea com filhote, e resolve não caçar. Isso representa que Odé, o Orixá da caça, nos aproxima da natureza da qual nós fazemos parte e que a caça tem que ser consciente e sustentável. Depois surge um velho javali que ele caça. Nesse momento, o saxofone assume o papel do animal, enquanto o rum (o tambor principal) assume o papel do caçador desferindo suas flechas, a cada batida aguda. O animal, atingido, cai e dá seu último suspiro. Na hora da morte do javali, o caçador reza de novo agradecendo a natureza e o próprio animal para sua vida que irá sustentar a aldeia, participando no ciclo da vida”, explica Antoine.

Crédito: Stéphane Munnier

No vídeo, criado e dirigido pela cineasta e animadora Barbara Coimbra, essa narrativa é representada num jogo de luz e sombras inspiradas nas artes naif e africana. O resultado foi um curta-metragem animado que guia o público pelas mitologias dos ritos sagrados.

“A Barbara ultrapassou todas nossas expectativas de longe. Ela se empolgou muito com o projeto e além disso ela foi muita inspirada pelos orixás, que deram uma força sobrenatural para fazer essa obra luminosa”, conclui Olivier.

Veja o clipe: https://youtu.be/36WLzwYiBVQ

Ouça o álbum: http://bit.ly/AlabeKetujazz

Acompanhe: https://www.alabeketujazz.com/