Water and Man estreia álbum “Phantasie”

Com a familiaridade de quem retorna às origens, ao mesmo tempo que explora territórios desconhecidos, a Water and Man desbrava o seu novo som no álbum “Phantasie”. Mesclando as inspirações do indie rock já apresentadas no disco de estreia, “Into The Infinite”, o quinteto brasileiro agora radicado em Nova Iorque explora o synth pop e a psicodelia nessa nova coleção de oito canções. O trabalho já está disponível nos principais serviços de streaming de música.

Ouça “Phantasie”: smarturl.it/PhantasieSpotify

Confira o faixa-a-faixa abaixo

Saindo do porão onde foi gravado, durante o inverno no hemisfério norte, o álbum vai da fantasia à realidade. Repaginando o som da banda, o disco mostra o potencial ao mesmo tempo introspectivo e pop da sonoridade da Water and Man. A inspiração de “Phantasie” veio do preset de mesmo nome do sintetizador Roland D-50, bastante utilizado pelo vocalista, multi-instrumentista e produtor Vic Delnur durante as gravações.

“Acho legal encontrar um nome que fala desse novo momento, em que o imaginário e o real se comunicam. Phantasie é projetar uma realidade que habita em cada um de nós, algo que existe mas não podemos tocar. Com isso em mente, minha esposa, Isabela Gottardo, fez a arte da capa do álbum que apresenta dois quadrados: um que representa nossa realidade, o outro nossas fantasias e sonhos”, explica Vic.

Water and Man por Bryan Trindade

O projeto se redescobre em terras americanas após uma série de mudanças que desmembraram a banda anteriormente formada por Mauricio Fragale, Erick Rangel e Junior Rangel, além do próprio Delnur. A faixa-título e primeiro single apresentou o novo lineup do grupo, atualmente com Lip dos Santos (teclados), Eric Maciel (guitarra, teclados), Flavio Ferraz (baixo, sintetizador) e Milton Arantes (bateria).

Ouça o single “Phantasie”: http://bit.ly/WMPhantasie

“Senti que o Water and Man merecia um novo disco. Me isolei por 2 meses no estúdio. Todos os dias, quando saía, já estava escuro. Produzi e gravei todas as faixas praticamente sozinho, tive o prazer de ter meu pai participando do álbum colocando teclados e pianos e mixando 3 faixas. Também tive a colaboração do Eric e do Lip compondo comigo as faixas de Phantasie. Eu sempre tive interesse em aprender a tocar vários instrumentos, e aqui é o paraíso! Quando fui colocar os teclados no disco, rolou de pegar para o estúdio um Juno 106 e ali mergulhei naquele universo de timbres”, revela Vic.

O segundo single, “Dreams of Love”, se tornou uma amostra da dualidade de “Phantasie”, em que o lado introspectivo da letra  – que versa sobre a importância de recuperar o fôlego e ganhar perspectiva – se mescla à sua vocação dançante. Por fim, a terceira canção revelada pela banda foi a abertura do disco, “When it Comes to Life”, entregando sua inspiração psicodélica. A música estreou no site americano Atwood Magazine, que disse “‘When It Comes to Life’ é, talvez, o single mais cativante de Water and Man até hoje (…) A voz de Delnur combina com altas harmonias enquanto ele canta sobre essa vontade constante por mais – seja compreensão, substância ou qualquer outra coisa”.

Water and Man por Bryan Trindade

Em um potente encontro de riffs com sintetizadores, “Phantasie” ganhou forma. Reunida com Victor Chicri, que havia deixado sua marca no álbum anterior, a banda conta também com mixagem de Daniel Schlett (Modest Mouse, The War on Drugs) – ambos ganhadores do Grammy.

Atualmente, a Water and Man está em turnê pela região de Nova Iorque com o novo disco.

Ouça “Phantasie”:

Spotify: smarturl.it/PhantasieSpotify

Deezer: smarturl.it/PhantasieDeezer

Google Play: smarturl.it/PhantasieGooglePlay

Phantasie (2018)

Tracklist

Arte por Isabela Gottardo

1. When It Comes To Life

2. Give It Time

3. Phantasie

4. Dreams Of Love

5. Nias

6. The Wanderer

7. Backwash

8. Tangerine

Ficha técnica

Produzido e gravado por Vic Delnur

Mixagem: Daniel Schlett no Strange Weather Studios (Brooklyn, NY); ;Victor Chicri no VCA Music (Astoria, NY)

Masterizado por Oscar Zambrano no Zampol Productions (NY)

Faixa-a-faixa, por Vic Delnur:

1. When It Comes To Life (Vic Delnur / Eric Maciel / Lip dos Santos)

Essa música foi uma das últimas que trabalhei pra esse disco. Eu tinha somente o riff e de última hora saiu ela toda. Geralmente eu começo a escrever pela harmonia e melodia, e a letra por último. Gosto de achar um sentido para a letra quando se tem uma atmosfera já criada, a partir daí sei o que a música está pedindo.

2. Give It Time (Vic Delnur / Lip dos Santos)

A letra fala sobre nosso relacionamento com o tempo, saber esperar, mesmo  em tempos difíceis sabemos que existe a calmaria após a tempestade.

3. Dreams of Love (Vic Delnur / Eric Maciel)

Dreams of Love é antiga, da época em que morava em Ipanema. Eu sempre amei praia, o mar, e acho que ela é uma mistura desse sentimento. Quando mostrei ao Eric, ele no dia seguinte me mandou a letra e na hora soube, agora vamos gravar!

4. NIAS

Esse álbum inicialmente seria um EP, com três ou quatro músicas. Quando estava no estúdio mexendo nos teclados, procurando timbres, nascia outra música, e outra, e Nias foi assim. A forma dela me parece natural ser somente instrumental, e decidimos colocar ela no álbum.

5. Phantasie (Vic Delnur / Eric Maciel)

Eu curto a vibe dela meio obscura com um certo gingado (risos). Essa música foi divertida na gravação, ficava horas escolhendo as opções de melodias que tinha gravado no telefone, eram tantas que dava pra fazer várias versões!

6. Backwash (Vic Delnur / Lip dos Santos)

Essa era antiga, e tocamos em alguns shows antes de gravar em outra versão. Ela foi uma das mais complicadas pra colocar letra, Lip e eu ficávamos no brainstorm por horas, até chegar o momento que batemos o martelo!

7. The Wanderer (Vic Delnur / Eric Maciel)

Essa música surgiu um pouco antes de vir pra NY. Ela é mais pra frente, o refrão bem simples, mas que faz a ponte do nosso primeiro disco com Phantasie em relação à sonoridade.

8. Tangerine (Vic Delnur / Eric Maciel)

Sofri um tempo com transtorno de ansiedade, essa música fala desse processo de lidar com tudo isso, de saber desacelerar. Ela quase não entrou no disco, foi a última que gravei, mas vi que ela é uma parte de tudo isso que vivi antes do disco e ela merecia fazer parte.